É o que a gente gostaria de perguntar ao excelentíssimo senhor governador do Estado de São Paulo, diante dos proclamados quarenta milhões que São Paulo teve de superavit.
Será que serão utilizados para pagar o que deve, desde a última década do século passado, considerando que já estamos no oitavo ano do novo século?
E será que vai pagar, ao menos um pouco, principalmente a partir de 1998, que foi o último ano agraciado com alguns pagamentos, pelo Ipesp? Se fizer isso, será vida nova e até mesmo salvação da vida de muitos idosos já quase desesperançados de poder ainda receber algo do que lhe deve o Estado, ainda nesta vida.
E se sobrar alguma coisa desse lucro inesperado, ele bem podia servir para todos, se aplicado na saúde, cujos hospitais do Estado estão muito bem estruturados e administrados, faltando apenas gente para os trabalhos principais, que são justamente medicina e enfermaria.
Se se pudesse salvar vidas ameaçadas por carência de recursos, dando-lhes diretamente o que com uma vida inteira de trabalho fizeram por merecer, ou mesmo que não seja diretamente o de cada um, que se dê coletivamente a todos sob a forma de uma assistência hospitalar completa e adequada aí então se poderia dizer que em São Paulo teremos sim um ano novo e uma vida nova.
Caso contrário, nada mudou e tudo continua nesse nosso bendito e poderoso Estado, na mesma m... de sempre, no que se refere à atenção que o governo tem dado àqueles que trabalharam, ajudando a mantê-lo em pé, sempre forte e vigoroso, graças aos que hoje estão fracos e necessitados, carentes até daquilo que lhes é devido por lei, por justiça, por direito adquirido e não respeitado.
Com a palavra para responder, com os quarenta milhões na mão, o nosso governador.
Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947