Tibiriçá - O córrego Água Parada em Tibiriçá permanece alagando a ponte que interliga os bairros rurais de Rio Verde e Barra Grande. O curso d’água não baixou e permanece circulando pela margem e áreas de várias propriedades de criação de gado.
Conforme divulgou ontem o JC, duas represas particulares se romperam, provocando enxurrada e o alagamento do rio em uma extensão estimada em cinco quilômetros, conforme relato de Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil do Estado.
Mesmo sem chuvas, ontem, a ponte continuava submersa, suas margens alagadas e havia correnteza suficiente para que os motoristas não tentassem passar sobre a passagem de concreto.
Ubirajara Chaves de Moura, 53 anos, proprietário de uma chácara próxima da ponte, conta que a tubulação sobre a passagem está entupida pela vegetação arrastada, obrigando a água a seguir pelas margens. Muita vegetação e cercas de arame próximas à beira do córrego foram arrancadas pelas força das águas.
“Desde 1987 estou aqui e de lá pra cá nunca tinha visto algo parecido. Era 1h da madrugada quando ouvi um estrondo. Pensei que a ponte tinha sido arrastada”, relembra Ubirajara.
A ponte de concreto, de aproximadamente 8 metros de extensão por 4 metros de largura, está encoberta por um lâmina d’água. Ontem, Ubirajara, um amigo e seus cachorros não tiveram grande dificuldade em passar a pé. Entretanto, o servidor municipal Ademir Zuchi, 54 anos, estudou a possibilidade de passar de carro, mas desistiu devido ao risco de encontrar escondida pela água uma cratera. Quem costuma pescar pelas redondezas comemora a fartura de peixes que desceram com o rompimento das barragens.
De acordo com Brito, a água deve baixar, provavelmente, na quinta-feira.