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Confirmado: Manoel de Abreu passará para o HE

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Até o final de fevereiro, o Hospital Manoel de Abreu passará a ser administrado pelo governo paulista através do Hospital Estadual (HE) de Bauru, como o JC já havia adiantado há um mês. Várias reuniões vêm sendo realizadas entre representantes do HE, do Departamento Regional de Saúde-6 (DRS-6) e da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - entidade responsável pela gestão do hospital nos últimos 20 anos - para que a mudança seja feita.

O prazo para a troca de comando foi confirmado ontem pelo diretor do DRS-6, Carlos Alberto Macharelli. Na quinta-feira, ele se reúne em São Paulo com Luiz Maria Ramos Filho, coordenador de Regiões de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, para apresentar o projeto que detalha as modificações que devem ser feitas em relação ao perfil do hospital, bem como os custos implicados.

“O coordenador pediu para que agilizássemos este processo e o secretário (Estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata) também se mostrou interessado nessa mudança”, revela Macharelli.

Com a transferência de comando, a instituição deve se voltar ao atendimento em clínica médica e de doenças infecciosas, que demandem internação de longa permanência. A intenção é ampliar o número de leitos nessas áreas para desafogar o atendimento no Pronto-Socorro Municipal Central e, conseqüentemente, no HE.

“Muitos pacientes clínicos estão dentro das UTIs sem necessidade. Eles precisam de atendimento de enfermagem, com uso de aparelhos, no que a gente chama de unidades semi-intensivas. E é o aumento da quantidade desse tipo de leito que queremos oferecer”, explica.

Oncologia

Atualmente, o Hospital Manoel de Abreu realiza atendimentos de média a alta complexidades em oncologia, com altos custos à AHB, que também é responsável pela administração do Hospital de Base e da Maternidade Santa Isabel. Por gerar déficit à AHB, houve um consenso entre as entidades envolvidas de que a melhor saída seria transferir a administração do hospital para o Estado.

No entanto, de acordo com Emílio Carlos Curceli, diretor-executivo do HE, o atendimento a pacientes de câncer será mantido. Ele cogita, inclusive, a possibilidade de destinar leitos dentro do HE para oferecer tratamentos em oncologia.

“Com certeza, a oferta de serviços para tratamento de câncer será aumentada. Teremos a possibilidade de diminuir o tempo de espera dos pacientes e, ao mesmo tempo, oferecer um atendimento de maior qualidade”, destaca.

Para isso, Curceli calcula que serão necessários mais 80 leitos voltados ao atendimento de clínica médica e infectologia, dentro do Hospital Manoel de Abreu, o que representaria uma média de 240 internações a mais por mês. “Isso seria suficiente para suprir a deficiência de leitos que temos hoje. Nosso primeiro objetivo é atender a demanda do Pronto-Socorro. Paralelamente à isso, também iremos investir no atendimento em oncologia, com qualidade de exames e medicamentos”, diz.

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