Tribuna do Leitor

Operação Condor


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O advogado Ivan Garcia Goffi, ao comentar sobre a Operação Condor, nesta Tribuna, mostra total desconhecimento histórico sobre o que ocorreu no regime militar em nossa Pátria. Em primeiro lugar, o general Carlos Lamarca não matou nenhum companheiro de farda dormindo. Ao que consta da história e dela não há como fugir é que saiu pela porta da frente do Quartel de Quitaúna, levando armas e munições. Ao contrário, foi morto no sertão da Bahia quando estava deitado, tentando se recuperar de uma forte crise de asma.

E, se o nobre causídico ler com a atenção que lhe é peculiar, a lei 10.599, conhecida como Lei de Anistia, verificará com facilidade que as indenizações não superam a importância de R$ 100.000,00 (cem mil reais), estando previsto o pagamento de trinta salários mínimos por cada ano de perseguição política sofrida e o valor total não pode ultrapassar o limite acima citado. Não vejo como indenização milionária para quem ficou longo tempo preso em virtude do famigerado “crime de opinião” ou de ser simpatizante do rotulado, pelos ditadores, “credo vermelho”.

Inconcebível que alguém que costuma afirmar publicamente ser a favor da liberdade de expressão, da democracia, lamente que a ditadura e seus agentes não mataram mais brasileiros que ousaram lutar pela liberdade. Fica parecendo incitamento a violência.

Ora, o missivista também parece desconhecer que a Lei de Anistia foi aprovada no governo FHC e beneficiou alguns poucos amigos do rei. Dentre eles o governador José Serra, que teve seu processo aprovado em três dias. Não morro de amores pelo governo do Ignácio e, entretanto, sou obrigado a reconhecer que o mesmo tem cumprido a lei, aprovado pelo antecessor tucano.

Se a memória não falha, nesta época o ilustre causídico era militante tucano e por este partido chegou a disputar a vereança em nossa cidade, ou estou errado?

Não é de nosso interesse alimentar falsas polêmicas com quem quer que seja. A bem da verdade histórica, quem conhecer a trajetória política e ideológica de Franklin Martins jamais o criticará por ter conhecimento que o antigo companheiro de lides políticas jamais curvou a espinha aos poderosos. Os filhotes da ditadura ainda existem em nossa pátria e em nossa terra.

Lamentavelmente! Criticam o poder constituído e legitimamente eleito pelo povo. Quem sabe por terem um dia tentado e não conseguido, por falta de respaldo popular.

Antonio Pedroso Júnior - e-mail: chineloneles@hotmail.com

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