Fim da CPMF. Ótimo para o contribuinte, que não recebe o retorno em serviços públicos. Ótimo para acabar com a gastança do governo, com o assistencialismo, com os exagerados aumentos salariais, com compra de votos e apoio político, com Angra 3, com a corrupção e derivados. Agora, economia, planejamento e cortes orçamentários. Para isso, setores públicos precisam colaborar. Mas a carreira jurídica federal - advogados públicos, procuradores federais, da Fazenda e do Banco Central -, já começaram a gritar e exigir seus aumentos salariais. Esses “servidores”, que nada mais são do que formados em direito, estão só pensando em seus próprios bolsos, não nas dificuldades do País ou na nossa imoral concentração de renda. Por essas e outras, difícil será alcançarmos justiça social, porque os bons homens que pertencem aos poderes públicos - Executivo, Legislativo e Judiciário -, esbarram nos maus e num sistema distorcido.
A advocacia pública federal faz greve por 30% de aumento, mesmo com a economia estável, mesmo sabendo que a voz corrente do povo é a de que eles trabalham pouco e ganham muito (o salário inicial do advogado público passaria de 10 mil reais a 14 mil, por exemplo). Vida de rei, neste Brasil, ganhar tais valores. E a estabilidade? É um câncer! Precisa ser discutida pela sociedade que arca com a despesa de funcionários medíocres (como ocorre em toda profissão). Felizmente o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, considerou o movimento grevista “abusivo e ilegal”. O governo federal já se curvou demais às exigências gananciosas da elite política e jurídica. O índice de inflação oficial, que é mínimo, precisa ser respeitado pelo próprio governo.
Paula M. Gama