Tribuna do Leitor

Réplica ao Pedroso


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Não tenho por hábito replicar textos dessa Tribuna porque, acredito eu, o espaço deve ser usado com parcimônia e seriedade. Todavia, o leitor Antonio Pedroso Junior citou-me nominalmente em 20/01/08, criticando minha missiva sob o título “Operação Condor”.

Primeiramente, jamais escreveria sem conhecimento de causa. Lamarca nunca foi general e nem, tão pouco, herói brasileiro. Agiu na surdina, à margem da lei, como desertor e criminoso vil. Quem parece ignorar fatos é o aludido missivista, pois sequer imagina que o Corpo da Guarda é a dependência onde ficam os militares de plantão, exatamente na entrada de qualquer quartel, com suas armas e munição. Lamarca não saiu pela “porta da frente” por bravura, mas por lógico oportunismo (no sentido contrário ele entraria no quartel).

Ademais, diversos recrutas morreram em emboscadas de marginais comunistas. Eram brasileiros, não de direita ou esquerda, mas apenas jovens que cumpriam o serviço militar obrigatório. Repito: serviço militar obrigatório. Não tinham ideologia alguma. Matá-los foi a mais insidiosa forma de agir. Lamarca matou “apenas” um tenente, a coronhadas por sinal. Muito humanitário.

Quanto às indenizações, o missivista Pedroso acredita no que quer. Entre no site da revista VEJA, digite “indenizações milionárias” e encontrará 184 registros. Estude alguns dos casos e, se não corar de vergonha, reveja seus conceitos sobre legalidade e honestidade. Sugiro começar pelo primeiro da lista, sob o título “escândalo bilionário do trem da anistia”, coincidentemente mais um da era Lulla.

Gostaria de entender o conceito de “liberdade” que os comunistas defendem. A quem se referem: Lênin, Stalin, Mao Tse Tung, Fidel Castro ou Kim Jong Il. Todos estes ícones de governos comunistas têm ou tiveram polícias políticas que mataram e prenderam mais que qualquer governo militar de direita. São exemplos clássicos de como essa estúpida mentalidade ufanista pode levar à bancarrota qualquer nação. Observe-se que o comunismo sempre ceifou vidas onde quer que esteja implantado.

O missivista já teria ouvido falar dos “gulags”? Para quem não sabe, nada mais eram que a versão comunista dos campos de concentração alemães, mas instalados na União Soviética. Todos aqueles que eram acusados de não defender o regime eram enviados para os campos de trabalho forçado na Sibéria, onde o destino era quase sempre fatal (obs: não precisava ser opositor, qualquer comentário já era uma sentença).

Centenas de milhares pereceram de frio ou fome, provavelmente tudo em nome da “liberdade de imprensa” comunista. O caro Pedroso teria procurado, também, conhecer a maravilha que é a imprensa castrista?? Ou as benesses do regime Chavista?

Quanto à não-morte de alguns comunistas pelo governo militar, não estou incitando à violência. Apenas lamento muito que mais não tenham caído, o que teria sido um bem precioso para meu país.

Cada qual acredita no que quiser, defende o que quiser, mas poderia evitar propalar sandices infantis em nome da boa convivência comunitária. Guardar as camisetas suadas e surradas do “Líder Che” poderia ser um bom começo. Se até as pestilentas lagartas conseguem virar borboletas, porque um comunista não poderia evoluir?

Ivan Garcia Goffi - advogado

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