Regional

A nona na cozinha

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita - O restaurante Terra Nostra é simples, mas oferece muita fartura e diversidade no cardápio. Fincado no bairro Entulho, zona rural da Estância Turística de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru), ele tem no nhoque de mandioca, no bolinho de abobrinha, na costela ripão e na bisteca de vaca seus pratos tradicionais.

Serve comida somente no jantar da quarta-feira e no almoço de domingo. As receitas usadas pela dona Neide Stramantinoli Mori e por seu Alvirio Mori, conhecido como “seo” Lilo são da nona. Descendente de italiano e como bom gourmet, “seo” Lilo foi para a cozinha em 99, fazendo costela em ripão, na noite de sexta-feira, só para os amigos. “Eles faziam uma ‘vaquinha’ e compravam os ingredientes. Eu ia para a cozinha.”

A comida era tão boa que a fama se espalhou e ele começou a fazer o almoço de domingo no Centro Comunitário que ele mesmo fundou no bairro e que recebeu o nome de Entulho porque já foi uma fazenda de café. “Tinha muita tuia de café.”

O diferencial do restaurante é que a maioria dos ingredientes usados na confecção da comida é colhida na hora, na propriedade do casal. “A mandioca, a abobrinha e as verduras das saladas são do quintal. Cultivado sem agrotóxicos.”

O nhoque da dona Neide, feito com mandioca, derrete na boca, garante a cozinheira. “Eu uso 12 quilos de mandioca cada vez que faço, quase sempre aos domingos. Depois de cozinhada, a mandioca é passada na máquina de moer carne, com peça fina. Depois de amassada, vai para a panela. Com um molho à bolognesa, fica irresistível”.

O torresmo é feito no dia anterior e pururucado no dia para ficar sequinho. A maionese é feita no dia, assim como a maioria dos itens do cardápio.

Costela na folha de bananeira

A costela ripão do “seo” Lilo é muito conhecida entre os moradores das cidades próximas a Barra Bonita. Sem contar todos os ‘segredinhos’, ele diz apenas que assa a carne em folha de bananeira. A verdade é que a costela fica simplesmente maravilhosa. Ela é assada no dia anterior. Vai para a geladeira e no dia de ser servida entra numa caldeira, transformada em uma churrasqueira no bafo, e de lá vai direto para o prato do freguês.

O cardápio varia conforme a época e para não enjoar o cliente. “Nós vamos variando. A costela, o nhoque de mandioca, o torresmo, o bolinho de abobrinha e a farofa são itens fixos, os demais podem variar. Fazemos sempre algo novo para não chatear o freguês”, explica dona Neide.

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