Com um pouco mais de 3% de abstenção, foi realizada ontem em Bauru o134.º exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção São Paulo, no prédio da Instituição Toledo de Ensino (ITE). Dos 797 inscritos, apenas 26 não compareceram para participar da primeira fase do exame.
Nessa primeira etapa da prova, os alunos responderam no total a 100 questões de múltipla escolha sobre as seguintes matérias: direito constitucional, direito civil, direito empresarial, direito penal, direito do trabalho, direito administrativo, direito tributário, direito processual civil, direito processual penal e também questões sobre o Estatuto da Advocacia e da OAB, seu regulamento geral e o Código de Ética e Disciplina.
De acordo com Henrique Criveli Alvares, coordenador responsável pela aplicação da prova em Bauru, tudo transcorreu sem incidentes. “A presença foi muito boa e nenhum problema marcou a aplicação do exame na regional de Bauru”, informou. O exame foi realizado ontem porque em 9 de dezembro do ano passado ele havia sido suspenso, em razão de quebra de sigilo do conteúdo do exame, no dia anterior.
A aplicação do prova sempre foi de responsabilidade da Fundação Vunesp, mas depois da denúncia de fraude, a OAB decidiu mudar. O exame realizado ontem ficou por conta da Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). Desta vez, foram tomadas diferentes medidas de segurança para garantir o sigilo do conteúdo do exame. Entre elas, a personalização dos cadernos de prova com a identificação dos candidatos e o “embaralhamento” das questões. O mesmo procedimento deverá ser adotado na segunda fase.
Alguns candidatos reclamaram da falta de comunicação da data da prova por parte Cespe. Outros receberam o aviso através da Internet. Já Carlos Alexandre de Carvalho reclamou que não recebeu nenhum tipo de aviso, nem por escrito e nem pela Internet. “Faltou organização por parte da Cespe, eu só tomei conhecimento da realização do exame porque acompanhei o noticiário da imprensa”, conta.
Dificuldades
Apesar do frio na barriga, muitos alunos não classificaram o exame, aplicado ontem em todo o Estado, como complicado. Marcelo Kanashiro diz que a prova estava dentro do esperado e que apenas sentiu dificuldade nas perguntas de direito tributário. “Eu estudei em casa durante todo esse período e a dificuldade de hoje já era esperada”, afirma.
Paula Negrão, que também participou do exame, contou que havia estudado para fazer a prova marcada para dezembro. “Saí direito de uma formatura e vim para cá, não dá para fazer algum tipo de avaliação. Tive dificuldade na área tributária e constitucional”, conta.
Além da realização da prova em Bauru, pouco mais de 24 mil bacharéis fizeram a prova em mais 27 locais do Interior e na Capital. A prova da OAB é requisito obrigatório para que o bacharel em direito possa exercer a profissão de advogado.
Aqueles que obtiveram, no mínimo, 50% de acerto nessa prova estarão automaticamente aprovados para a segunda fase, na qual será aplicada a prova prático-profissional, no dia 9 de março . No exame anterior, de número 133, realizado em setembro de 2007, foram aprovados na primeira fase somente 22,8% dos bacharéis inscritos.