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Sistema on-line agilizará internação

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Tornar mais eficiente a disponibilidade de vagas para internações em Bauru e região. Com esse objetivo, o Departamento Regional de Saúde-6 (DRS-6) está investindo na criação de uma central de regulação conectada em rede com todos os hospitais credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS) na área do departamento.

Todos os dias, as unidades de saúde deverão informar pelo sistema os leitos disponíveis para internação, incluindo os de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com isso, a central poderá encaminhar o paciente rapidamente para a vaga. Exames também serão gerenciados pela central.

O projeto foi divulgado pelo diretor do DRS-6, Carlos Alberto Macharelli, durante reunião com os membros do Conselho Municipal de Saúde, na semana passada, no auditório do Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde. Atualmente, todo o processo de busca e fornecimento de vagas para internação é realizado via telefonemas e fax entre o DRS-6, prontos-socorros e os hospitais credenciados.

Como o sistema abrangerá a região, caso a vaga de internação seja fora da cidade do paciente, ele será encaminhado para hospitais de outros municípios. O custo do transporte ficaria a cargo da prefeitura. Porém, ele avalia que com essa organização do sistema, a internação fora da cidade do paciente pode não ser mais necessária. “Acredito o seguinte: se tiver esse instrumento de regulação, talvez não precise”, pondera.

O dirigente explicou que a central será instalada dentro da sede do departamento. As obras de adaptação do espaço devem começar em breve e a expectativa é que o novo sistema comece a funcionar até o final de março. “A Secretaria de Estado da Saúde tem isso como prioridade”, revela o diretor.

Macharelli explicou que todos os hospitais conveniados com o SUS que fazem parte do DRS-6 deverão informar, todos os dias, quantos leitos credenciados estão disponíveis. O programa operacional empregado leva o nome de Regnet. Conforme o diretor exemplificou, o sistema funcionará como os utilizados por empresas de ônibus que, ao vender o bilhete aos clientes, mostram quais estão liberados. “Veremos em cada hospital, qual leito está ocupado e qual está disponível”, explica.

A transparência do processo será garantida por uma equipe de auditores, que fiscalizará se as entidades de saúde estão informando corretamente a disponibilidade de vagas. “Caso ocorra alguma fraude, o hospital será advertido. Na reincidência, ele poderá ser descredenciado”, informa o dirigente. A mesma central também deverá regular os pedidos de exames, principalmente os de média e alta complexidade, como ressonâncias e ultra-sons.

Conselho

O Conselho Municipal de Saúde aprova o novo sistema, mas faz ressalvas. De acordo com o coordenador da entidade, Cláudio da Silva Gomes, colocar os hospitais e a disponibilidade dos leitos em rede é um avanço. “É bem melhor que o sistema de telefone e fax que é hoje. Mas seria muito mais eficiente se a rede municipal também estivesse informatizada”, pondera.

Para ele, o forma como os leitos são disponibilizados atualmente prejudica os usuários. “O atendimento precisa ser melhorado. A ocupação dos leitos do Hospital de Base é de 55% e do Hospital Estadual é de 67% e ainda persiste a falta crônica de vagas”, avalia.

Porém, a possibilidade de internações de pacientes de Bauru em outras cidades não agrada o coordenador. “Geralmente são pessoas de baixa renda, que muitas vezes não têm o dinheiro do passe de ônibus para visitar o familiar aqui, imagina então pagar uma viagem”, aponta.

Mas ele acredita que com a agilização das internações, essa medida talvez não seja necessária. “Nossa esperança é que haja preferência para que os usuários permaneçam na sua localidade. É preciso ter bom senso e organização”, avalia. Gomes destaca que o conselho deverá intensificar a fiscalização. “Às vezes, a proposta é muito boa, mas a nossa preocupação é a sua execução”.

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