Nilsa de Fátima Gouveia Quintanilha, 42 anos, e Luciana Cristina de Souza Santos, 37 anos, vítimas fatais do envenenamento que sofreram no trabalho sábado, foram sepultadas ontem em Garça, no Cemitério Santa Faustina.
Ambas foram veladas juntas e chovia durante o enterro. O clima era tenso e de muita dor entre parentes e amigos, que compareceram para prestar as últimas homenagens. “Elas eram muito boas, não tinham qualquer problema com ninguém. Não consigo entender”, disse uma colega de trabalho, durante o sepultamento de Nilsa, que ocorreu às 11h. “Não tenho o que falar e ainda não consegui entender o que está acontecendo”, emendou outro companheiro de serviço de Nilsa e Luciana.
Como ocorre habitualmente, no sábado pela manhã, parte da equipe que trabalha no viveiro de mudas tomou o café preparado e levado diariamente por Nilsa. No final do expediente, por volta das 11h, apenas ela e as colegas Luciana e Marilene de Souza da Silva, 46 anos - única que sobreviveu ao envenenamento - voltaram a tomá-lo e minutos depois, quando iam embora juntas, as três passaram mal, segundo apurou a reportagem do Jornal Comarca de Garça. Enquanto se contorciam com dores abdominais, sentiam os músculos se enrijecer, a visão embaçar e a boca espumar.
Um fato que intrigou a polícia e levou as suspeitas ao encarregado-geral do viveiro, Adriano Galeriani, é que no dia em que ocorreu o envenenamento, uma funcionária teria ido levar algumas mudas a uma área da propriedade quando teria resolvido comer uma fruta.
Como não gostou do paladar, teria buscado o café para tirar o gosto ruim da boca. Nesse instante, o encarregado a teria proibido de tomar café. À polícia, ele nega qualquer envolvimento com o envenenamento das mulheres.