Gaza - A polícia egípcia voltou ontem a fechar a maior parte dos buracos existentes na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, restando apenas uma passagem aberta por onde os palestinos ainda podem deixar a região, a de Salah ad Din.
Desde quarta-feira passada, milhares de palestinos procedentes da faixa de Gaza cruzaram a fronteira com o Egito após derrubar a cerca fronteiriça devido ao bloqueio israelense à região. A saída em massa teve início depois que Israel anunciou um bloqueio à região. A medida seria uma retaliação ao lançamento de foguetes de fabricação caseira vindos de Gaza.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se reunirá amanhã com o ditador egípcio, Hosni Mubarak, no Cairo, para discutir a situação na fronteira entre a faixa de Gaza e o Egito, informaram ontem fontes palestinas. O anúncio da visita acontece um dia depois que a ANP indicou que o Egito teria aceitado um plano de Abbas para reabrir, sob seu controle, a passagem de Rafah, que liga a faixa de Gaza ao Egito. As autoridades egípcias, porém, ainda não se pronunciaram.
Segundo Shaath, na reunião também será discutido o convite de Mubarak para a realização de uma conferência de reconciliação entre as facções rivais do grupo radical islâmico Hamas e do Fatah, liderada por Abbas. É a primeira vez que Mubarak se envolve pessoalmente para reconciliar as duas facções palestinas rivais desde que, em junho, o Hamas tomou o controle da faixa de Gaza e expulsou os partidários do Fatah. Shaath disse ainda que Abbas se encontrará com outras personalidades políticas para debater a situação na fronteira.
Responsabilidade de Israel
Ministros de Relações Exteriores de países árabes atribuíram ontem a Israel a “responsabilidade total” pela crise em Gaza, e exigiram que o país dê fim ao bloqueio à região, permitindo que ajuda humanitária e mantimentos cheguem até a população.
“Israel é uma força de ocupação, é totalmente responsável pela deterioração da situação nos territórios palestinos, e deve parar imediatamente com suas contínuas agressões contra os civis, dando fim do bloqueio que reflete a política de punição coletiva”, diz um comunicado emitido em nome de ministros árabes no Cairo ontem.
Países árabes pediram ainda que o Conselho de Segurança da ONU “assuma sua responsabilidade em exigir o fim da agressão israelense e do cerco à Gaza, protegendo o povo palestino e seus direitos, de acordo com as leis internacionais”. Os ministros pediram ainda que todas as partes trabalhem juntas pela reabertura das passagens na fronteira e para evitar uma repetição da atual crise na região.
Egito apóia Abbas
O governo egípcio manifestou ontem apoio à pretensão do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de enviar suas forças de segurança para controlar a fronteira de Gaza que foi aberta há uma semana depois que militantes radicais derrubaram o muro.
Com isso, reiterou sua oposição ao movimento islâmico Hamas, que detém o poder em Gaza desde junho e mantém fortes vínculos com a Irmandade Muçulmana, principal grupo de oposição ao regime do ditador egípcio, Hosni Mubarak.
Apesar das diferenças políticas, autoridades egípcias e membros das forças de segurança do Hamas agiram em conjunto nos últimos dias para fechar a fronteira e conter o fluxo de milhares de palestinos que circularam entre os dois territórios, em busca de suprimentos e de um alívio ao rigoroso bloqueio imposto por Israel em retaliação ao disparo de foguetes contra seu território.
O governo egípcio manifestou ontem apoio à pretensão do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de enviar suas forças de segurança para controlar a fronteira de Gaza que foi aberta há uma semana depois que militantes radicais derrubaram o muro.
Com isso, reiterou sua oposição ao movimento islâmico Hamas, que detém o poder em Gaza desde junho e mantém fortes vínculos com a Irmandade Muçulmana, principal grupo de oposição ao regime do ditador egípcio, Hosni Mubarak.
Apesar das diferenças políticas, autoridades egípcias e membros das forças de segurança do Hamas agiram em conjunto nos últimos dias para fechar a fronteira e conter o fluxo de milhares de palestinos que circularam entre os dois territórios, em busca de suprimentos e de um alívio ao rigoroso bloqueio imposto por Israel em retaliação ao disparo de foguetes contra seu território.
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União Européia concede mais R$ 1,1 bilhão à ANP
Bruxelas - A União Européia anunciou ontem que coloca 440 milhões de euros (cerca de R$ 1,1 bilhão) à disposição da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para ajudá-la a financiar seu programa de desenvolvimento econômico em 2008.
Os recursos, canalizados através do programa “Pegase”, poderão aumentar segundo as necessidades palestinas e em função da contribuição dos Estados membros da UE, afirmou a Comissão Européia.
Do total de 440 milhões de euros, 250 milhões serão destinados ao orçamento da ANP, 75 milhões servirão para financiar projetos de desenvolvimento e 115 milhões serão dedicados a programas humanitários, em sua maioria na faixa de Gaza.
O anúncio da nova ajuda coincidiu com uma declaração dos líderes europeus reunidos em Bruxelas e expressa a profunda preocupação da UE com Gaza.