Dili - A Justiça de Timor Leste decretou ontem a prisão de 18 suspeitos pelos atentados da última segunda-feira contra o presidente José Ramos-Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão. Também ontem, a equipe médica que atende Ramos-Horta anunciou que ele pode ter alta em duas ou três semanas.
O presidente foi atingido durante o ataque e está hospitalizado na Austrália, onde passou por três cirurgias. Gusmão saiu ileso.
“A lista preliminar contém 18 nomes, mas pode ser ampliada durante as investigações”, disse o procurador-geral Longuinhos Monteiro. Questionado sobre a validade das ordens de prisão, Monteiro disse que tem “"99% de certeza sobre as acusações", mas não pretende mencionar os nomes dos acusados enquanto a polícia não os prender. Analistas apontam que Timor Leste pode sofrer com uma onda de violência por conta da morte do líder rebelde Alfredo Reinado, ocorrida no ataque a Ramos-Horta.
Estado de emergência
O Parlamento do Timor Leste aprovou ontem a prorrogação por dez dias do estado de emergência decretado na segunda-feira.
Alta
Após sobreviver à tentativa de assassinato, Ramos-Horta, 58 anos, foi levado de helicóptero à Austrália, onde está internado em condição estável no Hospital Real de Darwin, no norte do país. Para o cirurgião Phil Carson, “caso tudo saia bem, imagino que em duas ou três semanas, ele esteja recuperado, antes mesmo de poder subir em um avião”. Carson disse que Ramos-Horta está sedado e continuará assim até amanhã. Até lá, ele deve passar por novas intervenções cirúrgicas.