O início de um procedimento para verificar a forma como foi comprada uma máquina pelo Senai de Bauru culminou no afastamento temporário do diretor regional da entidade, Reinaldo Munhoz. Ontem, um novo diretor interino foi apresentado aos funcionários. Ele seria Nilton Gava, que assumiu também a diretoria do Senai em Lençóis Paulista, que Munhoz acumulava juntamente com a diretoria de Bauru.
Segundo o JC apurou, extra-oficialmente, o afastamento se dá para que uma auditoria contratada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entidade que controla o Senai, verifique se os procedimentos foram corretos ou não e para que não haja interpretações erradas no período da apuração, que será feita pela conhecida BDO Trevisan Auditores, de Antoninho Marmo Trevisan.
O fato que teria culminado com a denúncia à Fiesp e a conseqüente abertura de apuração seria a compra da máquina com dinheiro de manutenção e não do chamado ativo permanente, que prevê a realização de licitação, inclusive. Ou seja, para que o processo andasse mais rápido (e não os seis meses que demoraria pelo ativo permanente), a diretoria teria optado pela compra com uma verba que não seria destinada a esse tipo de transação.
De acordo com as poucas informações que o JC obteve ontem à noite, o valor pago pelo equipamento estaria dentro dos parâmetros de mercado. Tentamos um contato ontem à noite com a Fiesp, mas não foi possível localizar ninguém da diretoria ou assessoria de imprensa. Uma comissão de sindicância composta por quatro pessoas analisará a situação.
Por outro lado, fontes ouvidas pelo JC revelaram que além dos aspectos formais e técnicos que levaram à auditoria, há também interesses e disputa de poder pelo comando do Senai e Munhoz seria o primeiro a ser atingido em função de seu destaque e bom desempenho à frente das escolas de Bauru e Lençóis, que o tornou reconhecido e admirado não só nessas comunidades, mas em todo o País.