A maior parte dos pais abordados pela reportagem do JC não critica o trabalho realizados pelos professores e diretores das escolas. As reclamações envolvem a conservação da escola e da dificuldade de acesso para levar e buscar os filhos.
Lígia Duran de Lima, mãe de um aluno matriculado na Escola Estadual Professor Henrique Bertolucci, não reclama das condições da escola. Para ela, os problemas estão do lado de fora. “Tanto na entrada quanto na saída dos alunos os motoristas dos veículos de transporte sofrem para chegar até a escola”, relata.
De acordo com a mãe, a rua onde a escola está instalada tem grande movimento e possui duas mãos, o que faz com que as crianças corram riscos todos os dias. Ela relata que já pediu junto com outros pais a mudança da mão de direção da rua na Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), mas até agora nada foi feito.
Itamar Silva de Oliveira conta que não vê problemas graves na Escola Estadual Ayrton Busch, onde seu filho estuda. “As pichações estão em todo o lugar, não são as escolas o alvo dessas pessoas”, lembra.
Oliveira reclama que não pode participar da vida escolar do filho porque é deficiente físico e a escola não possui rampas de acesso. A diretoria da escola comunicou através da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Educação que ele pode ter acesso pela entrada exclusiva dos professores, que possui rampa.
Denise Lopes Soares, que tem sua filha matriculada na Escola Professora Ana Rosa Zucker D’Annunziata, elogia a estrutura. “Aqui o ensino é levado a sério, a diretora é rígida e quem ganha são os nossos filhos”, completa.
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Mais dinheiro
A Secretaria de Estado da Educação anunciou um aumento no repasse que faz para todas as escolas. As unidades agora passam a receber R$ 9,60 por aluno ao ano. Até hoje o repasse era de R$ 5,40. Este dinheiro é utilizado pelas Associações de Pais e Mestres (APMs) de todas escolas para pequenos reparos e manutenção, como substituição de vidros quebrados, solução de entupimentos, troca de luminárias e outros pequenos serviços.
De acordo com a secretaria, este recurso enviado, e agora ampliado, não é o mesmo que a pasta gasta com obras e grandes reformas. O dinheiro será enviado três vezes ao ano. Para a responsável pela Diretoria de Bauru, Vera Nilce Ludke Jarussi, o aumento chega em boa hora e as escolas saberão como utilizar este aumento no recurso. “Durante o ano letivo temos tanta coisa a fazer que o dinheiro disponível acaba sendo pouco”, explica.
Para gastar o dinheiro as Associações de Pais e Mestres (APMs) devem ter conta na Nossa Caixa. Os depósitos acontecem via Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafem) e a gestão dos recursos é via Sistema Gestão Dinâmica de Administração Escolar (GDAE). Cada APM precisa prestar conta dos gastos.