Polícia

Acusado de balear menino é preso

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Uma operação que contou com policiais da Delegacia de Investigações Gerais, Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) e Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) resultou na prisão de Rogério Aparecido Barbosa, 25 anos, conhecido como Pacheco. Ele é acusado de atirar contra o carro da família de Michael Jordão Milliano dos Santos, 8 anos, no último domingo. O garoto foi atingido na cabeça. Momentos antes do disparo, um dos irmãos mais novos de Pacheco, foi morto com dois tiros no Parque Jaraguá.

O delegado Abel Cortez, titular da DIG, informa que desde domingo a polícia investigava a tentativa de homicídio contra o garoto. Após ouvir o depoimento de testemunhas, foi solicitado na terça-feira à Justiça o pedido de prisão temporária de Pacheco, que foi concedido no mesmo dia.

Na tarde de ontem, os policiais se dirigiram até o local onde o acusado estaria. “Montamos um cerco muito estruturado, cobrindo todas as possíveis rotas de fuga”, observa o delegado. Ele ainda tentou fugir pulando nos quintais das casas, mas foi pego pelos policiais ao se enroscar numa área protegida por arame farpado.

Os policiais ainda revistaram a casa de Pacheco, mas nada foi encontrado, nem a arma que teria sido utilizada por ele no domingo.

O acusado foi levado à DIG, onde seria ouvido pelos policiais. De acordo com Cortez, a unidade especializada agora vai averiguar o motivo do disparo e a localização da arma. “Vamos verificar se ele confundiu o carro, se o disparo foi aleatório, qual foi a razão do tiro”, afirma o delegado. Cortez ainda pondera que não há indícios de rixa entre o acusado e a família do garoto que pudesse ter levado ao disparo. “Não acredito que tenha desavenças entre ele e o pai do menino”, afirma.

Cortez destacou o trabalho de inteligência que levou à prisão do acusado. “Foi um intensivo empenho de pesquisa da DIG, de inteligência policial”, ressalta. À reportagem, Pacheco - que de acordo com o delegado possui três passagens pela polícia por porte ilegal de armas -,negou a autoria do disparo e se recusou a comentar o assunto.

Do lado de fora da DIG, a familiares de Pacheco estavam indignados. A esposa do acusado afirma que ele não foi o autor do disparo. “Todo mundo de lá (do bairro) sabe que foi gente que passou de motocicleta (quem atirou)”, contou Daniela de Fátima Marçal. Ela e Pacheco têm um filho de 6 anos, que também estava na delegacia.

Luciana Barbosa, irmã mais velha do acusado, defende Pacheco e cobra da polícia a resolução da morte de seu outro irmão, Benedito, assassinato com dois tiros momentos antes do garoto ser baleado. O delegado Abel Cortez informa que o assassinato de Benedito está sendo averiguado. Uma das hipóteses investigadas pela polícia é que ele tenha sido confundido com o verdadeiro alvo, que seria o próprio Pacheco.

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Alta médica

Após três dias internado no Hospital de Base, por causa da bala na cabeça, Michael Jordão Milliano dos Santos, 8 anos, teve alta na noite de anteontem. De acordo com seu pai, o menino está bem e não terá seqüelas. Na noite de domingo, Michael foi atingido por um disparo quando a família passava de carro pela rua Arnaldo Rodrigues de Menezes.

A bala atingiu tangencialmente a testa do garoto, da direita para a esquerda, causando fraturas e afundamento do osso frontal.

O garoto passou por uma cirurgia e ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Na terça-feira, o menino já apresentava melhoras e foi retirado dos aparelhos. Anteontem, às 23h, recebeu alta médica.

“Ele está muito bem, retomou a rotina”, diz Mauro, pai do garoto. Ele também conta que o filho está tomando medicamento para aliviar a dor e garante que Michael não ficará com seqüelas por conta do disparo. “Ele só vai ficar com a cicatriz”, afirma.

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