Regional

Borebi retoma rotina de tranqüilidade quebrada com invasão dos sem-terra

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Borebi - Um dia depois dos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) terem invadido a Prefeitura de Borebi (45 quilômetros de Bauru) e promovido um quebra-quebra, ontem a cidade retomou sua calma habitual. O transporte dos alunos, motivo da revolta, voltou a ser feito pela perua escolar que foi consertada e a administração contabiliza os prejuízos. Uma viatura da Polícia Militar (PM) foi disponibilizada para fazer ronda na área urbana.

Na avaliação do prefeito Luiz Antonio Finati Daniel (PTB), não foi o transporte inadequado que motivou a manifestação violenta, com depredação do patrimônio público. “Eles queriam um motivo para mostrar um pouco de força”, avalia.

De acordo com ele, o transporte já foi normalizado. “Não faltou transporte para as crianças do acampamento para a escola. O serviço terceirizado errou em substituir a perua por uma Belina. Quando acontecer isso, é preferível deixar as crianças sem aula.”

Na opinião dele, a empresa prestadora de serviço de transporte não fez por mal. “A perua estava quebrada e ela substituiu pela Belina sem consultar a prefeitura. Eu tenho certeza que eles não quiseram causar transtornos.”

Ontem, o prefeito se reuniu com a proprietária da empresa. “Eu vou pedir a ela que não substitua o veículo, mesmo quando a perua estiver com problemas mecânicos. Quando acontecer isso, as crianças vão ficar sem aula.”

Prejuízos

Quanto aos estragos feitos no patrimônio público, o prefeito lamenta. “Eles quebraram móveis e vidros. Vamos ter que repor e isso tem um custo, acredito que em torno de R$ 5 mil. Eles quebraram também objetos de valor estimativo, como troféus conquistados por atletas, que não podem ser repostos.”

Para manter a tranqüilidade da cidade, informa o prefeito, a PM disponibilizou uma viatura para fazer a ronda. “O problema é que os servidores municipais estão com medo e a gente tem que contornar a situação.”

Cerca de 80 integrantes do movimento invadiram, anteontem, a sede da prefeitura da cidade para reivindicar melhores condições de transporte para as crianças do acampamento Noiva da Colina que, segundo eles, havia sido feito de maneira inadequada.

A perua que faz o transporte estava quebrada e a empresa responsável pelo serviço público não encontrou outra para substituir e transportou os estudantes provisoriamente em uma Belina. Crianças teriam sido colocadas no porta-malas do carro.

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