Apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Valter Tomaz Inácio, 26 anos, foi trazido ontem para Bauru e ficará preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), até que o Estado defina para qual penitenciária será transferido. Conhecido como “Vavá” ou “Pagodeiro”, foi detido na última quarta-feira em solo paraguaio, onde permanecia em estado irregular.
Ele foi encontrado por meio de uma parceria da Polícia Federal e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), órgão do país vizinho. No Brasil, havia um mandado de prisão expedido contra ele por conta de um tráfico de drogas registrado em 2005, em Lençóis Paulista.
Na ocasião, foram apreendidos dois quilos de crack. A polícia apurou que ele teria envolvimento com a ocorrência, pela qual foi condenado a quatro anos de reclusão, informa o delegado da Polícia Federal de Bauru, Antônio Vaz de Oliveira. No entanto, quando a sentença saiu, ele estava em liberdade e passou a ser foragido, pois não foi mais encontrado.
Anteriormente, Inácio havia cumprido pena pelo mesmo crime. Em 2002, ele, o pai e a mãe foram presos depois de encontrarem na casa deles, em Pederneiras, 78 quilos de maconha. Para não voltar para trás das grades, teria deixado a região de Bauru para viver em Salto Del Guairá, a 450 quilômetros ao norte de Assunção. De lá, é acusado de enviar cocaína, maconha e armas do Paraguai para o Brasil.
Chefe
Ele é considerado o atual chefe do PCC no Estado do Paraná, fronteira com o Paraguai, segundo informações transmitidas pela Senad e confirmadas ontem pela Delegacia da Polícia Federal de Guaíra (PR), para onde foi transferido após ser detido no país vizinho. Recai sobre ele a suspeita de administrar o caixa da organização criminosa, recolhendo dinheiro dos demais integrantes paranaenses.
Em Bauru, ele negou ser chefe do PCC e disse desconhecer o apelido de “Pagodeiro”. Na mesma data em que foi preso, Juvinel Fabiano Rossin e Alexis Gómes também foram detidos. Na oportunidade, numa tentativa de fuga, o trio teria jogado granadas contra os policiais. Inácio e Gómes foram deportados para o Brasil, sendo que o último foi liberado pela polícia.
Já Rossin permaneceu no Paraguai, onde teria efetuado três disparos contra um homem da Polícia Nacional, que seria equivalente à Polícia Militar. A própria vítima o teria reconhecido.