Nacional

Alckmin admite abrir mão de 2010

Por Regiane Soares | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que abre mão de uma nova candidatura em 2010 se for eleito prefeito em outubro. O tucano ressaltou que vincular as eleições de 2008 a 2010 é um equívoco, mas deixou claro que não pretende deixar a Prefeitura de São Paulo caso seja eleito. “Vincular 2008 a 2010 é um equívoco. Agora, é obvio que se eu for candidato em 2008 e for eleito eu não vou ser candidato em 2010. Isso é evidente”, afirmou Alckmin, após ser homenageado durante o Congresso Estadual de Municípios, em Santos, no litoral paulista.

Reportagem da “Folha de S.Paulo” publicada ontem informa que para conseguir o apoio do governador José Serra (PSDB) à sua pré-campanha a prefeito, Alckmin se comprometeu a não postular a candidatura tucana à Presidência em 2010 e a manter uma postura de “neutralidade” na disputa interna do partido.

O acordo entre evitaria um embate entre os dois tucanos como ocorreu em 2006, quando Alckmin e Serra disputaram internamente para saber quem seria o candidato a presidente. Na ocasião, Serra cedeu a vaga para Alckmin, que perdeu a eleição para o presidente Lula. Nas eleições deste anos, Alckmin ainda busca apoio interno do PSDB porque parte do partido liderado por Serra defende a candidatura à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) para manter a aliança histórica entre tucanos e democratas.

Ontem em Santos, o ex-governador disse que defende a manutenção da aliança ainda no primeiro turno e amenizou o discurso com relação à demora do partido para tomar uma decisão sobre sua candidatura. “Acho que pode (manter a aliança). No que depender de mim todas as pontes para isso ocorra. (...) Não há nenhum impasse, somos aliados e vamos caminhar juntos. Se não caminhar no primeiro turno, caminha segundo turno. Não vejo nenhum impasse,” afirmou.

Segundo Alckmin, não há demora na decisão do partido porque a convenção para escolha do candidato é só no mês de junho. “Isso não depende de mim. Se dependesse de mim eu resolveria antes e faria uma ampla consulta partidária, ouvir o partido”, afirmou o tucano, ao ressaltar que “as coisas estão caminhando bem” para que o PSDB tenha candidato próprio.

O tucano disse ainda que a indecisão não favorece o PT porque a eleição em São Paulo será decidida em dois turnos e o apoio entre DEM e PSDB será recíproco no segundo turno, caso saiam separados. “Quem chegar no segundo turno, o outro apóia. Se nós pudermos fazer aliança no primeiro turno, nós vamos fazê-la. Agora, aliança não depende só de você, depende de outro partido e é preciso respeitar os outros partidos”, afirmou.

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