Quem freqüenta o posto do Poupatempo em Bauru é unânime em dizer que existe um desacerto entre os serviços oferecidos pelo Estado e seus órgãos e os oferecidos pela Prefeitura de Bauru. Enquanto, de acordo com relatos dos usuários, os serviços oferecidos pelo Estado são mais rápidos e menos burocráticos, os municipais exigem horas e grande quantidade de documentos.
Walace Sampaio, secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e coordenador dos serviços oferecidos pelo município no Poupatempo, admite que há ainda muita coisa para ser feita para que os serviços municipais possam atingir o padrão criado pela Central de Atendimento ao Cidadão.
“Nós estamos trabalhando no padrão da prefeitura municipal, mas nosso objetivo é ter tempo de espera máximo de 30 minutos em serviços excepcionais ou em qualquer órgão do município. Esse é um padrão definidos por nós para nossa atuação dentro do Poupatempo”, afirma Sampaio.
De acordo com Maria Auxiliadora Palma Montans, gestora de qualidade e coordenadora dos postos do Poupatempo terceirizados do Interior, desde que o município começou a transferir o atendimento ao público para a unidade, diversas reuniões foram realizadas com a coordenação dos serviços municipais para que houvesse a adequação ao padrão do Estado.
“É preciso levar em consideração também a grande procura que existe pelos serviços municipais diariamente”, pondera Montans, para quem as medidas tomadas pelo município devem resultar na melhora significativa do atendimento municipal nos próximos meses.
Dentro dessas medidas, Sampaio conta que na última semana foi colocada em prática a segunda etapa dos serviços municipais no Poupatempo. “Até hoje atuamos para melhorar o atendimento direto ao público, ou seja, aumentar o número de mesas de atendimento, funcionários e agilizar a prestação de serviço. Agora, estamos começando um processo de análise crítica dos detalhes de cada serviço”, conta.
Dentro desse processo, a prefeitura realizará uma revisão dos serviços e procedimentos adotados dentro do posto. A intenção, explica Sampaio, é diminuir exigência dos pré-requisitos e dos documentos para que cada serviço possa ser executado. “Com isso, acreditamos ser possível atender mais pessoas e reduzindo drasticamente o tempo de espera, que é hoje a nossa grande preocupação”, informa Sampaio.
Mesmo admitindo que os serviços municipais no Poupatempo não conseguem seguir o mesmo ritmo dos demais, Sampaio não concorda com a comparação entre a qualidade dos serviços estaduais e municipais.
Para ele, os serviços municipais oferecidos atualmente no Poupatempo só devem ser comparados aos serviços oferecidos no passado, quando a prefeitura concentrava seu atendimento no Palácio das Cerejeiras e nas suas empresas e autarquias.
“O nível de reclamações que existe é compreensível, mas nós tivemos uma evolução muito grande. Acredito que as pessoas não reconhecem essa mudança porque dentro do Poupatempo o parâmetro é com o serviço do Estado, mas nós evoluímos muito, mudamos da água para vinho”, afirma Sampaio.
O coordenador faz uso dos números para comprovar a evolução dos serviços municipais no Poupatempo. “Em setembro de 2006, eram 51 funcionários e 11.847 atendimentos. A partir de março deste ano, contamos com 66 funcionários e atingimos um número de atendimento que é, no mínimo, três vezes maior: 37.214”, informa.