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O que a hidrovia tem para expansão

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

O volume de mercadorias transportas pela Hidrovia Tietê-Paraná vem superando todas as expectativas, inclusive aquelas mais otimistas do Departamento Hidroviário, órgão ligado à Secretaria de Estado dos Transportes, responsável pelo desenvolvimento da capacidade de navegação. Entretanto o aumento da tonelada transportada pelo rio Tietê também surpreende que acompanha a transformação no dia-a-dia. Para o diretor de divisão do Departamento de Desenvolvimento Urbano de Pederneiras, Ricardo Tadeu Mazzine Usó o transporte fluvial vai crescer. “Há uma previsão de aumento no transporte pela hidrovia de 20% na próxima safra.” O diretor do Departamento Hidroviário do Estado, Oswaldo Rosseto diz que o volume de 19% a mais superou a expectativa de crescimento que era de apenas 10%.

Em 2006 foram 3,9 milhões de toneladas transportadas pela Hidrovia Tietê-Paraná e o número saltou para 4,7 milhões em 2007 – um aumento de 19%. Os dados do Departamento Hidroviário revelam que a soja e o farelo de soja representavam de 1995 a 2006 o principal produto de escoamento pela hidrovia. Já no ano passado, a soja e o farelo de soja se mantiveram como as principais mercadorias. No entanto, a quantidade de milho praticamente empatou com o volume de farelo de soja transportado. A agroindústria sucroalcooleira surge muito forte optando por escoar parte da produção de açúcar pela hidrovia. Depois de uma fase experimental, entre 2002 e 2003, as operações no trecho de São Simão a Anhembi, foram suspensas. No ano passado, o produto voltou movimentando 88 mil toneladas. Em menor proporção mas com tendência de crescimento vem a cana-de-açúcar e o cascalho.

Segundo Rosseto, o governo estadual previu no Plano Pluri Anual (PPA) investir até 2010 o montante de R$ 127,7 milhões no setor. Destes, R$ 68 milhões serão destinados a obras de ampliação e proteção dos vãos de navegação das pontes na Hidrovia Tietê-Paraná. “O objetivo é eliminar gargalos logísticos ao longo do trajeto”.

Estudos apontam que a malha pode se expandir até 4,1 mil quilômetros. Para os especialistas em logística, um indicador é ainda mais significativo para expressar o aumento atingido em 2007. Trata-se do TKU, ou seja, a quantidade de toneladas transportadas por quilômetro útil. “Como as demais medidas, quanto mais, melhor. Mas há uma diferença entre transportar uma tonelada por um trecho de um quilômetro e uma tonelada por um trecho de mil quilômetros. Assim, essa medida mostra a produção do transporte em si”, explica Rosseto.

Para se ter uma idéia, em 1995 o transporte hidroviário no Estado registrava 320 milhões de TKUs, ao passo que em 2007 foi atingida a marca de 1,3 bilhões de TKUs. Foi a primeira vez que a hidrovia Tietê-Paraná, a principal via fluvial do Estado, registrou índice superior a 1 bilhão de TKUs – em 2006 foram 922 milhões de toneladas por quilômetro útil.

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