É difícil encontrar quem não goste de ir ao teatro, assistir a um bom show ou pegar aquele “cineminha” no final de semana. Mas o que tem ganhado a preferência de muitos é a informalidade dos encontros entre amigos no ambiente acolhedor dos próprios lares.
Esse é o caso dos professores Celso Zonta e Marisa Meira, que abrem as portas de sua casa para a cultura e o bom papo dos amigos. Com freqüência, o casal recebe seus convidados, que têm a música como hobby em comum.
A idéia dos encontros surgiu há quatro anos, quando Marisa começou a fazer aulas de piano. “Começamos a ter contato com outras pessoas que também apreciavam música e, a partir de então, essa convivência ganhou um espaço muito especial em nossas vidas”, conta Zonta.
Segundo o professor, a intenção é dividir não apenas momentos de música, como também as questões e problemas da vida, junção, para ele, difícil de acontecer fora de casa. “Simplesmente consumir música, você pode fazer ouvindo um disco ou indo a shows. O que fazemos é algo muito mais especial: compartilhamos, juntos, a vibração da vida trocando experiências”, diz.
Para Zonta, encontrar os amigos em um bar ou restaurante, apesar de ser um bom programa, é bem diferente da relação estabelecida quando amigos estão reunidos em casa. “Seja na própria residência ou na de amigos, o ambiente é muito mais aconchegante e acolhedor. É um momento muito mais informal, no qual as pessoas ficam mais à vontade e se expressam mais verdadeiramente”, acredita.
O maestro George Vidal é freqüentador assíduo dos encontros que, para ele, tratam-se de momentos privilegiados. “Não somos um grupo de estudos, nem nada parecido. Somos um grupo de amigos envolvidos em um momento autêntico, sem formalidades, nem regras”, explica.
Falta de opção
Uma das razões também freqüente para a realização de encontros particulares é, muitas vezes, a falta de opção de atividades culturais na cidade. Para George Vidal, Bauru carece ainda de uma política cultural efetiva. “O potencial de Bauru é enorme, mas falta um pouco de articulação. É necessário que se faça uma política cultural de verdade, que agregue mais pessoas para que as manifestações culturais não fiquem assim, só em pequenos grupos”, defende.