Nacional

Alckmin quer lançar candidatura própria

Por José Alberto Bombig | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Os três principais nomes da disputa pela Prefeitura de São Paulo planejam definir nos próximos dez dias os acertos finais de suas candidaturas. Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) têm previsto um último e definitivo encontro, e o PT corre para acertar uma aliança que dê sustentação à ministra Marta Suplicy.

Conforme o roteiro dos tucanos, o ex-governador Alckmin deverá ser anunciado pré-candidato pela Executiva Municipal do partido antes do feriado de 1º de Maio.

Enquanto isso, o prefeito Kassab, com a ajuda de aliados do governador José Serra (PSDB), avança na tentativa de obter apoio do PMDB.

Nesta semana, emissários do prefeito tentarão convencer Orestes Quércia, presidente estadual do PMDB, de que a aliança com DEM dará ao ex-governador a garantia de que Serra e Kassab o apoiarão no sonho de concorrer a uma vaga ao Senado em 2010 com o respaldo da aliança demo-tucana que comanda o Estado.

Em contrapartida, Serra, nome cotado para a sucessão do presidente Lula, “racharia” a coalização do petista em 2010, já que os peemedebistas fazem parte do atual governo federal.

Os interlocutores de Quércia no Palácio dos Bandeirantes são o vice-governador Alberto Goldman e o secretário Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil) _ o primeiro, ex-secretário da gestão de Quércia (1987-1991), de quem o último foi vice. Uma coligação do PMDB com Kassab, terceiro colocado na mais recente pesquisa Datafolha de intenção de voto, praticamente dobraria o tempo de televisão do DEM no horário eleitoral gratuito, algo considerado fundamental para quem está atrás na corrida e tem que propagandear sua gestão.

A movimentação de Kassab deverá pôr fim à aparente trégua dos últimos dias na aliança PSDB-DEM, também à frente da Prefeitura de São Paulo.

O entorno de Serra trabalha agora pela manutenção da parceria.

Por isso, a tendência é que o terceiro e último encontro de Alckmin com o prefeito seja apenas para selar um pacto de não-agressão na campanha.

Ainda conforme o roteiro de Alckmin, em meados de maio uma grande festa do PSDB, com a presença de seus principais líderes nacionais, marcaria o início da pré-campanha.

Segundo o Datafolha, o ex-governador está tecnicamente empatado com Marta Suplicy na liderança da corrida.

A petista tem 29% das intenções de voto contra 28% de Alckmin _ a margem de erro do levantamento, no entanto, é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

PT

O petista Edinho Silva, presidente estadual da sigla, também pretende ter novo encontro com Quércia neste mês.

O problema do PT é convencer o senador Aloizio Mercadante a aceitar dividir a chapa para o Senado em 2010 com o ex-governador do PMDB.

No PT, há quem afirme que, sem uma aliança forte, Marta poderá desistir do concorrer.

PSDB e DEM deverão ter cerca de três minutos cada nos blocos do horário eleitoral gratuito de televisão, previsto para começar em agosto.

A estimativa é que o PT tenha quase um minuto a mais.

Segundo a legislação eleitoral, dois terços do horário no rádio e na TV (dois blocos de 25 minutos às segundas, quartas e sextas) serão distribuídos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos na última eleição, em 2006.

O PMDB, pro sua vez, conseguiu eleger uma bancada de 89 deputados e terá, por causa disso, quase cinco minutos no horário eleitoral.

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