Tribuna do Leitor

Caso Isabella


| Tempo de leitura: 4 min

Estes dias eu me peguei divagando em pensamentos diversos, cada ser humano é um, único e especial, a partir do momento que é escolhido por Deus na fecundação vem ao mundo com uma missão, com um propósito, cada qual passa pelas diversas fases da vida, somos um esperma ou um óvulo; passamos a um “ovo” que depois da gestação surge num feto, menina ou menino, um novo ser humano. Passamos por diversas fases na caminhada desta vida, quando nascemos e durante um bom período somos totalmente dependentes; para estarmos limpos depois de fazer nossas necessidades, para nos protegermos do frio, do vento, para limpar o nariz, para nos alimentar dependemos daqueles que nos dão este amparo, nossos pais, mães, professoras, avós, enfim, todo e qualquer adulto capacitado para fazer tais ações.

Depois a infância, a juventude, a puberdade, a fase adulta, a melhor idade, que é após os 60 anos, enfim, cada um tem as suas fases ou deveria tê-las.... Mas, me atenho agora aos personagens deste caso que ocupa o dia a dia de nossas vidas atualmente, a menina Isabella, morta em São Paulo. Pois bem, os avos, os pais, a madrasta, todos já passaram da fase de precisar de outro para coisas básicas na vida, todos já estão naquele patamar em que podem fazer as coisas por si só, são donos de seu destino e de suas ações, passaram de seres desprotegidos, carentes de atenção e cuidados para seres que devem, ou deveriam, ou melhor, sentiriam-se felizes em poder representar auxílio, cuidado, segurança. amor, carinho e proteção para alguém que necessite destes cuidados.

Pois bem, todos eles estão envoltos no caso da morte de Isabella, um fato aqui contundente e importante, haviam muitos adultos responsáveis e que deveriam zelar pela sua segurança e uma menina que faleceu, de forma abrupta, ignorante, cruel, desprezível e inexplicável; por mais que explicações e respostas sejam dadas, porque, se o resultado das investigações concluírem que alguém estranho estava no apartamento e para não ser entregue jogou a criança, ou se concluírem que o pai, em conluio com a madrasta forjou uma situação para encobrir o crime que ambos praticaram e tentaram livrar as próprias peles, nada, absolutamente nada vai justificar tal barbaridade. O fato principal aqui, o mais importante e angustiante é que uma criança de 5 anos, cheia de vivacidade, de alegria, de inocência, pureza e confiança naqueles que deveriam ser seus principais defensores, teve sua vida abreviada e muito abreviada em uma situação cruel e totalmente inexplicável.

Imagine-se se o contrário fosse possível, um adulto, homem ou mulher se aproxima de uma criança como intuito de feri-la, de machucar ela, mas, a criança tem super poderes, a criança se defende, luta contra seu agressor, e tendo capacidade de prever o futuro, pensa, “ ah, este ser ia me jogar pela janela, pois bem, vou eu joga-la”, imagine então, Isabella, de 5 anos, criança, frágil e inocente arremessando seu agressor pela janela.... quem estaria lá embaixo, no jardim ? o pai ? a madrasta ? um desconhecido qualquer ? Infelizmente isto são divagações, desabafos de alguém inconformado com tal brutalidade, de alguém cristão, casado, pai de família e que vem acompanhando este tempo todo que o único corpo lá no jardim, a única pessoa que sofreu, a única pessoa que não entendeu o que estava acontecendo, a pessoa que não sabia porque gritavam com ela, porque bateram nela, porque estrangularam ela, porque a jogaram de 20 metros de altura, porque a odiavam tanto era uma inocente criança de 5 anos.

Existe a justiça dos homens e a justiça divina, a primeira busca sempre a verdade, e em muitos casos a consegue, a segunda é infalível. A nós expectadores basta acompanhar os fatos e verificar se a justiça será feita. A menina Isabella, com certeza, encontra-se ao lado do Pai, o criador, a quem cometeu tal barbaridade e aos que encobrem os mesmos resta-nos orar porque quando a mão de Deus pesar sobre eles o sofrimento e a dor de Isabella nos seus momentos finais não serão 10% do que eles sentirão, e parasafreando o pai e a madrasta de Isabella, ou o advogado de ambos, eu digo: “A verdade sempre prevalecerá”, e acrescento, se não for a verdade humana, será a Divina, com certeza.

Ricardo Caversan - RG 19.423.729

Comentários

Comentários