Tribuna do Leitor

O limite da tolerância


| Tempo de leitura: 2 min

A palavra tolerância provém do latim tolerantia, que, por sua vez, procede de tolero, e significa suportar um peso ou a constância em suportar algo. A tolerância em um mundo tão desigual, cada vez mais, chega ao fim. Esta pode ser observada diariamente, pois, enquanto milhões de pessoas vivem na mais pura miséria, na mais impura vida, porque estes estão cheios de dificuldades, uma pequena parcela está privilegiada em uma vida do mais fino luxo. Com tolerância, é possível viver a liberdade, mas que liberdade se estamos presos em um mundo globalizado, de ordem multipolar?

Tolerância, muitas vezes, passa a ser sinônimo de um sistema que oprime seus componentes, que revela o verdadeiro rosto da miséria, da fome e, principalmente, o rosto deste povo que labuta para conseguir o necessário à sua vida.

O maior psicólogo do mundo disse: “Mandatum novum de vobis, ut diligatis invicem, sicut dilexi vos, ut et vos diligatim invicem”. Este mandamento, retirado da Bíblia Sagrada, do livro de João, capítulo 13, versículo 34, no qual é possível ser tolerante assim como o Mestre foi, amando seu semelhante. Porém, vivendo ainda nesse imperialismo pelo qual cada dia mais vivemos em um regime ditatorial, a tolerância se torna uma farsa, um verdadeiro teatro grego, cheio de mistérios sem qualquer tipo de solução.

Segundo Tomás de Aquino: “ Tolerância é o mesmo que paciência e paciência justamente significa o bom humor ou o amor que nos faz suportar coisas ruins ou desagradáveis”. Resistir ao povo que oprime os justos é um fardo muito pesado, que, muitas vezes, pode acarretar na dificuldade de uma vida honesta. Entretanto, é necessário buscar o equilíbrio, pois a burguesia, que sempre existirá, constantemente tentará acabar com os justos, aqueles que necessitam de paz. Todavia, a tolerância será a arma que os justos carregam em suas mãos para conseguir viver em um mundo melhor.

Luís Carlos Murari Júnior, estudante

Comentários

Comentários