As apreensões de cocaína foram “fartas” nos primeiros quatro meses deste ano em Jaú (47 quilômetros de Bauru) e em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). Em Jaú, a quantidade de cocaína apreendida passou de 300 gramas ao mês, no ano passado, para dois quilos/mês em 2008. Em Botucatu, a média mensal de apreensões de cocaína no ano passado era de meio quilo/mês, e este ano saltou para três quilos.
No ano de 2007, a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Botucatu apreendeu seis quilos de cocaína, uma média de meio quilo por mês. Nos primeiros quatro meses deste ano, a mesma delegacia apreendeu 12 quilos, uma média de três quilos/mês, ou seja a quantidade triplicou.
Na Dise de Jaú, foram apreendidos quase quatro quilos de cocaína em 2007, mais precisamente 3.967 gramas, uma média de 300 gramas/mês, arredondando os números. Já nos primeiros meses deste ano, foram apreendidos oito quilos da mesma droga, uma média de dois quilos/mês, mais do que seis vezes a quantidade apreendida mensalmente no ano anterior.
A quantidade de maconha retirada do mercado pela polícia de Jaú, no ano passado, foi 47 quilos, uma média de 3,9 quilos por mês. Este ano, 41 quilos já foram apreendidos uma média de 10 quilos/mês.
O mesmo não aconteceu com as apreensões de maconha na Dise de Botucatu, que este ano apreendeu apenas 800 gramas da droga, uma média de 200 gramas/mês, contra 105 quilos apreendidas em 2007, média de 8,75 quilos ao mês.
As apreensões de crack em 2007 na Dise de Botucatu atingiram uma média de 900 gramas ao mês, que no final do ano resultou em nove quilos. Neste ano, a mesma “performance” ainda não foi atingida. Foram apreendidos 2,5 quilos, uma média de 600 gramas por mês.
Em Jaú, no ano passado, foram apreendidos pouco mais de 17 quilos de crack, uma média de 1,4 quilo/mê. Neste ano, foram pouco mais de 16, uma média de quatro quilos/mês.
Avaliação
Para o titular da Dise de Botucatu, Carlos Antonio Improta Julião Filho, a ação da Polícia Federal nas fronteiras tem barrado a entrada de maconha em grandes quantidades. “Isso se reflete aqui, porque a droga não chega.”
Outra impressão do delegado é que para transportar maconha, é preciso ter “know how”. “Ela exala odor forte e chama mais a atenção, enquanto que a cocaína não sofre o mesmo problema”. Ele frisa que em todas as apreensões, foram presos em flagrante o transportador da droga, ou seja, o traficante.
O titular da Dise de Jaú, Euclides Francisco Salviato Júnior, concorda que as grandes apreensões da PF refletem na diminuição de maconha no município de Jaú, uma vez que a droga vem de Foz do Iguaçu para ser distribuída no Interior paulista. “Já a cocaína é apreendida com traficantes da cidade.” Ele explica que a Polícia Civil tem trabalhado com a inteligência policial para ter êxito nas empreitadas contra o tráfico. “Em todas as apreensões há prisões em flagrante.”