A Associação dos Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear (Adap) comemorou sábado dez anos de sua fundação. O evento ocorreu no teatro da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e reuniu pessoas que receberam o implante e familiares de vários pontos do País.
Para o médico Domingos Lamonica Neto, do Centro de Pesquisas Audiológicas (CPA) do Hospital de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Lábio Palatais (Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP), a Adap foi e é muito importante no processo de implantes cocleares no Brasil porque ela dá o suporte necessário aos implantados.
Os implantes cocleares multicanais são próteses computadorizadas inseridas cirurgicamente no ouvido interno e substituem parcialmente as funções da cóclea, transformando energia sonora em sinais elétricos. Estes sinais são codificados e enviados ao córtex cerebral. É popularmente conhecido como “ouvido biônico”. O implante coclear é indicado para pessoas portadoras de deficiência auditiva profunda que não se beneficiam do aparelho de amplificação sonora individuais.
No Brasil, há cerca de 1.300 implantados, sendo 600 deles em Bauru. O presidente da Adap, Roner Dawson, explicou que a associação tem atualmente 800 sócios no Brasil inteiro, mas a meta é atingir 100% dos implantados. Segundo ele, o balanço dos 10 anos de atividade da Adap se resume em uma palavra: emocionante. “A gente lida o tempo inteiro, não só com questões técnicas, mas também com a emoção”, salientou.
Dawson destacou ainda que o implante coclear é totalmente coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, é gratuito. De acordo com ele, os implantados não sofrem preconceito, mas são alvo de muita curiosidade, porque o aparelho fica à mostra.