Política

Para irmão, fala é ‘conversa fiada’

Da Redação
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Clóvis Petit, irmão de Maria Lúcia Petit da Silva, não acredita que Sebastião Rodrigues de Moura, o Curió, esteja falando a verdade sobre a Guerrilha do Araguaia. “Isso é conversa fiada”, afirma. “Se ele (Sebastião Rodrigues de Moura) sabe onde os corpos estão, por que não diz logo de uma vez?”, questiona.

Petit define Sebastião Curió como “um serviçal da ditadura” ao falar sobre a entrevista que concedeu ao Jornal do Brasil anteontem, onde afirma que o corpo sepultado em Bauru em junho de 96 não é de Maria Lúcia Petit da Silva. “Ele (Sebastião Rodrigues de Moura) não é perito, não tem fundamento nenhum para fazer uma afirmação dessas, não sabe o que fala”, afirma. “O corpo de Maria Lúcia foi identificado por um legista. Quem ele (Sebastião Rodrigues de Moura) pensa que é?”, emenda.

Na opinião de Clóvis Petit, Sebastião Curió pretende apenas tumultuar o processo de investigação da Guerrilha do Araguaia, que está em andamento. Vale lembrar que anteontem a Procuradoria Geral da Justiça Militar cobrou dos ministros Nelson Jobim (Defesa), Tarso Genro (Justiça) e Dilma Rousseff (Casa Civil) as providências tomadas pelo governo sobre o desaparecimento de documentos secretos da guerrilha do Araguaia entre 1964 e 1985.

A decisão da Procuradoria foi tomada durante análise da representação protocolada em março pelo Conselho Superior da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No documento, a OAB pede a instalação de um inquérito policial para investigar e julgar as responsabilidades de militares envolvidos na destruição e extravio de documentos oficiais referentes à guerrilha.

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