Tribuna do Leitor

Bauru: multas em série


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As inúmeras arbitrariedades cometidas pelos agentes de trânsito de Bauru têm causado uma indignação generalizada e, através deste meio de comunicação, podemos constatar que, quase diariamente há manifestação de algum motorista que, como eu, foi autuado por uma infração de trânsito que não cometeu.

Convenhamos, quando se trata de queixas isoladas, provenientes de uma minoria, poderiam até duvidar dos reclamantes, no entanto, a repugnância tomou uma grande proporção, haja vista que grande parte das multas aplicadas por esses “profissionais” são contestadas.

Como se deu o processo de contratação destes agentes? Eles tiveram tempo hábil para estudo e conhecimento aprofundado das normas de trânsito? Estão aptos a atuar como fiscais de trânsito? Será que foram submetidos a exames médicos? Afinal, contratar um profissional que não tem capacidade para distinguir a cor amarela da vermelha dos semáforos é um desatino! Talvez alguns deles sofram de Daltonismo: incapacidade para diferençar cores. Bauru possui inúmeros profissionais muito bem qualificados na área de oftalmologia. Bastaria consultá-los! Até quando ficaremos à mercê de alguns profissionais irresponsáveis e despreparados que, ao invés de incentivar aqueles motoristas que cumprem a lei e a ordem, nos nivela com aqueles que agem arbitrariamente?

Pois, além de desembolsar aproximadamente R$192,00 pagando por uma infração que não cometemos, perdemos um precioso tempo para tentar comprovar nossa defesa que, em sua grande maioria, é indeferida. Além do que, atitudes como estas desestimulam motoristas como eu, que desde que recebi a carteira de habilitação nunca havia sido autuada por cometer infrações de trânsito.

Diante desta lastimosa realidade, podemos concluir que o único objetivo da emissão destas multas em série é apenas o aumento da arrecadação municipal. Talvez esta tenha sido uma solução encontrada para auxiliar o pagamento das dívidas municipais... E, mais uma vez, a população está pagando um preço muito alto pela incompetência do poder público.

Sônia Maria Rodrigues - professora - RG 17.804.605

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