Amstetten - Policiais que apuram o caso do austríaco que manteve a filha presa em um porão durante 24 anos, estão investigando sua possível ligação com o assassinato de uma jovem, há 22 anos.
O corpo de Martina P., de 17 anos, foi encontrado em 22 de novembro de 1986 enrolado em um plástico à beira do lago de Mondsee, no norte do país. Na época, Fritzl era proprietário de uma pensão que ficava em frente ao local.
A bolsa, a jaqueta e as botas da vítima nunca foram encontradas e polícia agora procura os objetos na casa de Fritzl.
O advogado do austríaco pediu um exame psicológico de seu cliente para avaliar se ele pode ser responsabilizado por seus atos.
Polícia procura testemunhas
A polícia austríaca fez um apelo ontem para que cerca de cem pessoas ajudem a recompor os detalhes do caso.
O delegado Franz Polzer pediu ajuda de todos os moradores do quarteirão onde fica a casa de Josef Fritzl, em cujo porão sua filha Elisabeth estava presa desde 1984, na pequena Amstetten.
“Talvez algum (vizinho) tenha visto algo notável nesse tempo que possa parecer significativo”, disse Polzer a jornalistas.
Incrédula, a polícia tenta entender como Frizl conseguiu esconder sua filha sob o nariz dos moradores e autoridades, fazendo com que três dos filhos que teve com ela continuassem morando no mesmo porão, enquanto outros três foram viver com ele e a esposa (um sétimo bebê morreu).
Vídeo
Ontem, a imprensa da Áustria e da Alemanha divulgou fotos e vídeos em que Frizl aparece despreocupadamente fazendo turismo sem parentes na Tailândia e em Chipre.
Natascha doa 25 mil euros
A jovem austríaca Natascha Kampusch, 20 anos, conhecida por reaparecer em 2006 após ficar oito anos seqüestrada perto de Viena, anunciou ontem que fez uma doação “imediata” de 25 mil euros (R$ 63 mil) para as vítimas de Josef Fritzl
Em comunicado, Kampusch também fez um pedido internacional para a doação de dinheiro para a família Fritzl.
Kampusch afirma que entrou em contato com o advogado das vítimas e com as autoridades da Baixa Áustria para definir o mais rápido possível como é possível oferecer uma ajuda concreta.
A jovem, seqüestrada aos 10 anos de idade pelo técnico Wolfgang Priklopil e mantida em um cativeiro construído debaixo da garagem de uma casa. Ela afirmou que considera ter vivido um suplício comparável ao de Elisabeth, mas que também deseja ajudar toda a família com parte do dinheiro que arrecadou nos últimos dois anos.