Conforme o JC antecipou na edição de ontem, o PMDB volta a ter apenas um pré-candidato definido à corrida ao Palácio das Cerejeiras, nas eleições municipais de outubro. O vereador e ex-secretário municipal de Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho, foi lançado oficialmente ontem como candidato do partido, a partir da desistência de Alex Gasparini. A busca agora é por uma composição com um partido que pode oferecer o candidato a vice-prefeito.
Com a confirmação, agora o partido corre atrás de um vice, que tanto Agostinho quanto Gasparini hesitam em apontar um nome. “É um assunto ainda em definição. Temos sondagens, mas caberá aos partidos (coligados) indicar os nomes e nós, do PMDB, em consenso, chegarmos a um denominador comum”, destaca o vereador.
Embora o partido desconverse, informações nos bastidores políticos dão conta de que o vice do candidato peemedebista sairia do PT ou de outro partido que estiver nno arco de alianças do PMDB. As negociações estão bem adiantadas, mas as hipóteses são numerosas.
De acordo com Agostinho, o próximo passo do PMDB, antes mesmo de definir o vice, é fechar uma aliança com a Frente Democrática. Trâmite que deve ser selado na próxima semana, quando os peemedebistas se reunirão com os partidos que integram a frente – PC do B, PSB, PT e PR – para discutir uma possível parceria. Ainda segundo o vereador, não está descartada a busca de apoio do PV.
“Ainda estamos montando a estrutura da campanha. Além disso, teremos que fechar as coligações proporcionais, do ponto de vista da gente conseguir eleger também uma boa quantidade de vereadores. Uma outra questão pendente é a composição de uma equipe para coordenar a campanha”, completa Agostinho.
Outra incerteza que ainda ronda o PMDB é a viabilidade financeira da campanha a prefeito. Segundo o candidato do partido, os investimentos serão buscados, mas ainda não se sabe onde. “A gente ainda não sabe, mas é um ponto que vamos discutir com os demais membros do partido”.
Sem ressentimentos
Assim como o JC antecipou na edição de ontem, o ex-vereador Alex Gasparini, que assumiu a cadeira de Agostinho no Legislativo enquanto ele dirigiu a pasta de Meio Ambiente, abriu mão de sua candidatura pelo partido.
Os dois afirmam que a decisão não gera nenhum tipo de ressentimento entre eles. “Acredito que não, porque aparamos todas as arestas que haviam e agora resta nos prepararmos para a campanha. Eu já tinha o apoio do diretório estadual e agora fechou todo o consenso em torno da minha candidatura”, diz Agostinho. Gasparini argumenta que, apesar da vontade dos movimentos de base do partido terem acenado, num primeiro momento, a preferência por ele à candidatura ao Palácio das Cerejeiras, chegou a um consenso de que o ex-secretário do Meio Ambiente deveria ser o representante do PMDB nas eleições para prefeito.
“Com o passar do tempo fomos amadurecendo a possibilidade de o Rodrigo ser candidato, em nome da unidade do partido, pudéssemos potencializar a força do PMDB para as eleições. E trabalhei para isso nos últimos dias. Convenci os movimentos de base do partido de que realmente seria importante que todo mundo abraçasse a candidatura do Agostinho e eu abdicasse da candidatura”, explica Gasparini, que, agora, buscará uma cadeira na Câmara Municipal.
Para Agostinho, as sondagens e pesquisas realizadas nos últimos dias pelo partido foram determinantes para que fosse escolhido como candidato do PMDB ao cargo majoritário municipal. “Na verdade, foi um conjunto de fatores. Mas, busquei um entendimento com o Alex (Gasparini) e fechamos um acordo esta semana.”
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Plano de governo
Rodrigo Agostinho, pré-candidato a prefeito pelo PMDB, garante que seu plano de governo será elaborado de forma democrática, promovendo discussões com a sociedade. A intenção é definir a estratégia antes do início da campanha.
O vereador, no entanto, ainda não soube precisar qual será sua principal bandeira nas eleições, mas adiantou que Bauru não pode perder o foco em sua infra-estrutura.
“Isso ainda será discutido. Com certeza a cidade de Bauru clama por investimentos na infra-estrutura, só que não podemos desguarnecer na área social. Portanto, tem um conjunto de ações que ainda precisa ser debatido.”
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Quércia e Bauru
O pré-candidato do PMDB ao Palácio das Cerejeiras, Rodrigo Agostinho, não acredita que o ex-governador de São Paulo e atual presidente do partido, Orestes Quércia, seja seu principal cabo eleitoral em Bauru. Para ele, o político, apesar de um ícone na política estadual, não deve influenciar seu desempenho.
“O Quércia pesou na definição do quadro político local. Ele ajudou muito no sentido de que eu pudesse sair candidato. Mas, dificilmente, vai percorrer o Estado e fazer campanha para os seus correligionários”, aponta Agostinho.
O vereador admite que acredita em seu potencial de experiência administrativa e na importância histórica do PMDB em Bauru como fatores preponderantes para fazer um bom governo à frente do Executivo municipal.