Ilhéus - As buscas pelo bimotor Cessna 310Q matrícula PT-JGX da empresa Aero Star foram suspensas por volta das 18h de ontem e serão retomadas hoje de manhã por volta das 6h (horário local). A aeronave desapareceu anteontem após deixar o aeroporto de Salvador por volta das 17h (horário local) com destino a Ilhéus, no sul da Bahia.
Ontem a tarde, o trabalho das equipes foi realizado nos povoados de Ponta da Tulha e Serra Grande, próximos ao município de Itacaré. As equipes foram enviadas à região após denúncias sobre o paradeiro do bimotor.
“Os moradores da região disseram que viram um avião voando baixo na tarde de ontem, mas ninguém relata ter ouvido explosão”, informou o comandante da 4.ª companhia da PM (Polícia Militar) de Itacaré, Hosannah Santos Rocha.
De acordo com Rocha, o trabalho das equipes foi dificultado pela área montanhosa e a mata fechada característica da região.
Participam das buscas homens da FAB (Força Aérea Brasileira) que sobrevoam a área em um avião de patrulha; do Corpo de Bombeiros de Ilhéus que estão a bordo de um helicóptero da PM (Polícia Militar); da PM de Itacaré, por terra; e funcionários da própria Aero Star, a bordo de um avião e três helicópteros alugados.
Um helicóptero do Salvaero (Serviço de Salvamento Aéreo) do Rio de Janeiro foi enviado à Bahia para reforçar as buscas pelo avião.
Empresários a bordo
O último contato do bimotor com o controle aéreo de Ilhéus foi as 17h50 de anteontem (horário local). A bordo da aeronave estavam o piloto Clóvis Revault, 61 anos, o co-piloto Leandro Veloso, 34 anos, e quatro empresários britânicos do ramo hoteleiro e de turismo. Eles foram identificados pela empresa aérea como Ricky Every, Sean Woodhall, Alan Trevor Kampson e Michael Hogess.
Sean Woodhall é um dos sócios da WWD (Worldwide Destinations). O site da empresa aponta que o projeto de construção de um eco resort na Bahia, em Ilhéus e Itacaré, estava em andamento.
O empresário Cláudio Soares, da Henrimar Táxi Aéreo, diz que, originalmente, os britânicos viajariam de Salvador para Ilhéus pela empresa dele, de helicóptero, mas que o vôo teve de ser cancelado por causa do mau tempo.
Conforme Soares, os britânicos acabaram indo de avião porque o tempo nublado e chuvoso não era propício para o vôo em helicóptero. Soares ressalta que, para ele, o bimotor em que os empresários voavam era adequado para encarar o tempo ruim. “O pessoal estava super tranqüilo, descontraído. Eles queriam ir de qualquer jeito”.