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Concluída terraplanagem da praça em homenagem à imigração japonesa

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Mais uma etapa foi concluída para a construção da praça em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil. Depois dos serviços de limpeza e de topografia, a prefeitura encerrou os trabalhos de terraplanagem no local. A próxima etapa será o calçamento da área e a delimitação do espaço onde ficará a vegetação. Entre as árvores que deverão ser plantadas na praça estão o ipê e a cerejeira. Enquanto a primeira é um símbolo brasileiro, a segunda representa o povo japonês. Será uma forma de unir, simbolicamente, as duas nações.

Parte do trabalho realizado pela prefeitura ficou prejudicado com as chuvas da semana passada. A enxurrada causou algumas pequenas erosões no terreno e deixou à mostra muito entulho. Para tentar evitar que isso acontecesse, foram construídas barreiras de contenção da água na parte de cima da praça, mas não foram suficientes.

O terreno fica na quadra 2 da rua Paraguai, esquina com as ruas Patagônia e Alaska, no Jardim Eugênia. De acordo com Massaru Ogino, filho de imigrantes, o local onde será construída a praça agradou a colônia de descendentes japoneses. Segundo ele, trata-se de um terreno próximo da Vila Independência, onde concentra-se a maior parte da colônia, é uma área que conta com asfalto e que fica ao lado de um condomínio de alto padrão que está em construção.

A praça terá 7.500 metros quadrados de área e, além das árvores símbolos do Brasil e do Japão, terá ainda um painel com o desenho do navio Kasato Maru, que trouxe os primeiros imigrantes japoneses para o Brasil, em 1908. O local contará também com uma réplica do tori – um portal que fica na entrada do templo e simboliza a delimitação do espaço comum com o sagrado.

De acordo com Ogino, que tem acompanhado de perto a evolução das obras na praça, a inauguração do espaço está prevista para setembro. Deverá ser um dos últimos eventos do calendário de atividades que a comunidade nipônica bauruense preparou para comemorar o centenário da chegada dos primeiros japoneses.

Depois de pronta, a praça será adotada pela iniciativa privada. Segundo Ogino, até o momento existem 13 empresas interessadas em assumir a conservação da praça do centenário. E não são apenas empresas controladas por descendentes japoneses. Também há brasileiros entre os interessados. Ogino, que é assessor parlamentar do vereador Futaro Sato, um dos requisitaram a construção da praça, não soube dizer qual o valor da obra. Ele informou apenas que o custo foi incluído no orçamento deste ano do município.

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