Internacional

Pressionado, Israel oferece a troca de terras

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Tel Aviv - Pressionado pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que esteve anteontem com israelenses e palestinos, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, concordou ontem com a devolução integral da Cisjordânia para a formação de um Estado palestino, “exceto 2% do território’’, que seria compensado pela anexação pelos palestinos de terras hoje pertencentes a Israel.

A solução, revelada pelo jornal israelense “Haaretz’’, não menciona a divisão de Jerusalém, uma das divergências mais agudas entre Olmert e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina.

Mas a fórmula pressupõe o desmantelamento de todos os assentamentos judaicos da Cisjordânia e o fim dos bloqueios de estradas por Israel, instituídos para evitar que terroristas se aproximassem de suas fronteiras. Abbas e Olmert conversaram ontem por duas horas, na residência oficial do premiê israelense.

O “Haaretz’’ diz que Olmert e Abbas estavam munidos de mapas, o que supõe um detalhamento minucioso da fronteira futura entre o Estado palestino e Israel.

Resta, no entanto, a pergunta sobre o cacife que os dois negociadores teriam para impor a suas populações concessões de peso. Abbas não exerce poderes efetivos sobre a faixa de Gaza, capturada no ano passado pelo grupo radical islâmico Hamas.

Por sua vez, Olmert está sendo objeto de uma investigação policial sobre doações eleitorais ilegais que podem levar a seu indiciamento, com a paralela possibilidade de renunciar à chefia do governo israelense. Por determinação da Justiça, os detalhes da acusação são mantidos em sigilo.

Mesmo assim, ambos são pressionados - sobretudo Olmert, que tem mais para ceder - pelo governo americano.

Em novembro último, em Annapolis, o presidente George W. Bush lançou seu mais tardio e ambicioso plano para pôr fim à crise entre Israel e palestinos.

Em conferência naquela cidade americana, deu praticamente um ultimato para que as bases para a formação de um Estado palestino estivessem plantadas até o final de seu segundo mandato presidencial, que expira somente em janeiro de 2009.

Comentários

Comentários