Norteado pelo sagrado e tradicional princípio de que gente que presta não faz cera em boteco, solicito aos sinceros vereadores que se candidataram prometendo tudo o que era de bom para os moradores e, no entanto, tais bondades, não sei se por ignorância ou por residirem em mansões ou em condomínios fechados, estão sendo dominados pelos botequineiros que, diuturnamente, se apoderaram das nossas calçadas, das nossas ruas e, até mesmo, das nossas quadras para nelas acomodarem seus nefastos e barulhentos fregueses, cuja maioria são indesejados estudantes que nos nossos portões, debaixo das nossas janelas são servidos e ali permanecem embriagados promovendo incessantes badernas até o romper da aurora.
Não são santos, são verdadeiros bandidos que roubam o bem-estar das famílias e, em particular, dos trabalhadores que ao retornarem dos seus mais variados serviços, não conseguem dialogar com a família, não conseguem entender o que é citado através da televisão e, o que é pior, não conseguem conciliar o sono, nem mesmo através dos mais variados medicamentos.
Urge pôr-se um paradeiro nisso. Não é pelo fato de serem estudantes que são educados ou que sejam bonzinhos, pois é uma constante os jornais noticiarem que grupos de estudantes de famílias abastadas praticaram atos de vandalismo a ponto de atearem fogo nos moradores de rua.
A bem da verdade, são sempre protegidos e, até mesmo, instigados pelos donos dos bares a praticarem indesejados atos contra os reclamantes, prejudicando sensivelmente o visual da nossa cidade da qual os mesmos não são eleitores.
Acabem, de uma vez por todas, com esse papo de corredores comerciais e se conscientizem de que bares noturnos não podem e nem devem ser instalados nas imediações de residências. Os familiares bauruenses merecem um pouquinho mais de consideração por parte dos poderes públicos, principalmente os que têm horário, que são legítimos arrimos de família, pois são esses que sustentam Bauru.
Não só tais bares, mas também os clubes, as danceterias, as casas de som e tantas outras que promovem festas e outras coisas mais deverão ser instalados no tão necessário distrito badernal, a exemplo dos distritos industriais. Deverão ser localizados em locais desabitados, próximos de rios ou de ferrovias, dotados de quadras e de todo melhoramento necessário a acomodação de inúmeros prédios e de centenas de veículos. Distância não é problema. Os malandros se queixam de ter de andar uma quadra para irem à escola, mas quando é para ir numa diversão légua e meia não é distância. Finalizando, repetimos: bares noturnos não podem permanecer nas imediações de moradias.
Joaquim José de Freitas - RG 7.563.829