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Com protocolo para desastres, Bauru pode receber R$ 2 milhões

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Em breve, Bauru terá um protocolo unificado de atendimento de urgência em caso de acidentes de grandes proporções, como enchentes, deslizamentos de terra e vazamento de produtos químicos. A pedido do Ministério da Saúde, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Bauru está elaborando, junto com mais uma dezena de entidades locais, o Plano de Atenção a Desastres do Município, instrumento que definirá ações estratégicas para o socorro de múltiplas vítimas.

Se o plano a ser apresentado por Bauru for aprovado pelo Ministério da Saúde, a cidade deverá receber R$ 2 milhões do governo federal. O investimento será destinado à construção de uma unidade de pronto-atendimento para socorrer os pacientes referenciados pelo Samu.

Segundo o coordenador do Samu de Bauru, o médico José Eduardo Passos, outros municípios do País que possuem Samu também redigirão seus planos individuais. Ao final, será elaborado um protocolo nacional de atendimento a catástrofes.

“Além dos R$ 2 milhões, o Ministério enviaria uma verba mensal de R$ 250 mil para capacitar periodicamente os profissionais da área de urgência e emergência”, complementa Passos. Para isso, o plano municipal deve ser enviado a Brasília até o início de junho.

Para a elaboração do protocolo municipal, na próxima semana cada instituição envolvida deve apresentar seu plano individual de atenção. Nos documentos, devem ser apontados o ‘modus operandi’ em caso de grandes desastres, os recursos disponíveis para o atendimento de urgência e emergência, assim como as eventuais vulnerabilidades.

Em Bauru, participam da iniciativa as polícias Rodoviária, Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Samu, Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), secretarias de Planejamento, de Meio Ambiente e de Saúde, Departamento de Água e Esgoto (DAE), Defesa Civil, Departamento de Estradas de Rodagem (DER), hospitais, Universidade do Sagrado Coração (USC), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público (MP), entre outras entidades. A reunião ontem foi no MP, com participação do promotor Fernando Masseli Helene.

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