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Medicina defensiva eleva cesáreas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

“Qual o nível de segurança da cesariana?” A questão consta em texto encaminhado pela psicóloga, educadora perinatal e doula Celma Regina de Godoy Araujo. A resposta depende de quem manifesta a opinião: médico ou gestante. O conteúdo do material defende que ginecologistas recorrem à cirurgia para praticar a obstetrícia defensiva.

Por meio dela, profissionais correm menos risco de processo por parte de pacientes, enquanto mães e bebês, mais chance de complicações. De fato, a maior quantidade de queixas que chegam ao CRM local tem relação com partos sem sucesso, admite o conselheiro Carlos Alberto Monte Gobbo.

“A maioria diz que o filho morreu porque o médico optou pelo parto normal e retardou a cesariana. Se fizesse a cesariana, não morria. Este é o grande mote. Hoje, a maioria das usuárias propõe a cesariana. Para elas, absurdo é o parto vaginal. Atualmente, nós temos uma mulher que vai começar a pensar em ter filhos a partir dos 25 anos”, explica.

Para piorar, a maioria delas é sedentária e não tem estrutura física para ter um parto normal sem assistência médica, acrescenta o diretor clínico do Hospital Unimed, João Paulo Issa. “A geração atual tem menos estrutura muscular que a passada”, acrescenta.

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