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Hillary vence na Virgínia Ocidental e já é cotada para vice por eleitor

Folhapress
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Charleston - Mesmo antes de saber oficialmente que vencera as prévias democratas na Virgínia Ocidental ontem, Hillary Clinton tentava dar um novo sentido ao fato. Ganhar esse Estado marcava uma “virada” em sua campanha pela candidatura do partido à Presidência dos EUA, repetiu a senadora ao longo do dia, na qual se comparou a John F. Kennedy.

“Foi a Virgínia Ocidental que tornou possível para John Kennedy se tornar presidente”, afirmou, referindo-se ao trunfo do presidente democrata (1917-1963) nas prévias do Estado em 1960, seguida de uma vitória nas eleições gerais contra o republicano Richard Nixon (1913-1994).

Logo depois, em entrevista a uma emissora de TV, um assessor da ex-primeira-dama disse que a atitude de candidato escolhido adotada pelo senador Barack Obama poderia ser comparada ao discurso de George W. Bush a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln, em abril de 2003, em que o presidente declarou que os combates principais da Guerra do Iraque estavam concluídos.

“Nós já tivemos uma experiência desastrosa com um líder declarando “missão cumprida’ quando na verdade não era isso”, disse o estrategista Geoff Garin, referindo-se à faixa com essa frase que aparecia atrás do presidente republicano durante aquele discurso. A corrida continua, disse Garin, mesmo com a pressão para que a senadora desista.

Dando parcialmente razão à acusação da oponente, Barack Obama ignorou a Virgínia Ocidental hoje e visitou uma cidade do Missouri, que já realizou prévias e no qual o senador ganhou por margem apertada, como parte da nova diretriz nacional de sua campanha, em que o candidato procurará visitar Estados que devem ser importantes nas eleições gerais.

Chapa dos sonhos

Estavam em jogo na Virgínia Ocidental 28 delegados partidários, distribuídos proporcionalmente de acordo com os votos dos candidatos. Pesquisas indicavam que Hillary teria uma margem arrasadora no Estado majoritariamente rural, menos escolarizado e branco.

Obama, por sua vez, tem ganho apoio no alto escalão do partido - só na última semana, ele ganhou 27, os representantes partidários que votarão sem seguir resultado de prévias na eleição em novembro. Ele ainda lidera em número de delegados, voto popular, Estados ganhos e dinheiro arrecadado.

Em Cape Girardou, no Missouri, respondendo à questão de um eleitor sobre se convidaria Hillary para ser candidata a vice-presidente caso fosse mesmo o indicado do partido, Obama saiu-se novamente pela tangente. “Não vou falar de vice-presidente até que eu ganhe, pois seria presunçoso.”

Ambas as campanhas têm adotado o mesmo discurso, mas aumenta a pressão popular para que seja formada o que parte dos eleitores, analistas e políticos apelidou de “chapa dos sonhos”. Em pesquisa feita a pedido do jornal “USA Today’’ e divulgada hoje pelo instituto Gallup, 55% dos democratas e dos independentes que tendem a votar em democratas gostariam que o senador fizesse o convite à rival.

A idéia já rendeu a criação de uma organização, a VoteBoth (vote em ambos), que já recebeu milhares de assinaturas e começa a receber doações para fazer propaganda pela causa.

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