Um caminhão bitrem carregado com madeira foi detido pelo Policiamento Ambiental na manhã de ontem em Lins e trazido para delegacia de Bauru. Parte da carga estava com documentação irregular e o restante, não tinha documento nenhum. A madeira foi apreendida e depositada no Horto Florestal de Pederneiras, o caminhão foi liberado para o motorista, que foi relacionado como fiel depositário do veículo. A madeira, peças de timburi, peroba, canelão, sucupira e cedro amazonense, foi carregada no Mato Grosso e seria entregue a uma madeireira de Santa Catarina.
O caminhão foi detido durante a operação “Amigos da Amazônia”, realizada pelo Policiamento Ambiental no Estado, em regiões diferentes, em datas variadas. Bauru, Marília e Lins foram as áreas escolhidas da semana, de acordo com o capitão Marcelo Sanches, comandante da 2.ª Companhia com sede em Bauru e pertencente ao 2.º Batalhão de Policiamento Ambiental.
A operação de ontem teve apoio do Policiamento Rodoviário e teve como parceria o Instituto Florestal, que verificava se o tipo de madeira que estava sendo transportado era o mesmo descrito na nota fiscal apresentada pelos motoristas.
A fiscalização foi realizada nas bases do policiamento Rodoviário de Lins e Bauru, cidades abrangidas pela 2.ª Companhia, das 5h às 13h de ontem. De acordo com o capitão, mais de 40 veículos foram fiscalizados. E apenas um apresentou irregularidades.
Ele foi flagrado em Lins, e acompanhado até Bauru. Primeiramente, a madeira seria descarregada no horto florestal da cidade, mas a direção da unidade informou que não teria capacidade para abrigar tanta madeira. Então, as tábuas, vigas e caibros foram descarregados em Pederneiras.
A capacidade do veículo é de 70 metros cúbicos, mas os policiais verificaram que o total de madeira apreendida correspondia a um volume um pouco menor: cerca de 60 metros cúbicos. Se empilhadas uniformemente, toda a madeira preencheria um galpão de três metros de largura, dois metros de altura e dez metros de profundidade.
O motorista do veículo informou que a madeira seguiria de Sinop (MT) para Joinville (SC), onde deveria ser utilizada na construção civil, mas antes ele faria uma parada em São Manuel, a 73 quilômetros de Bauru. Ao checarem a documentação apresentada pelo motorista, os policiais verificaram que a primeira carreta possuía comprovantes de origem, mas o veículo descrito para carregá-la era outro. Já a segunda carreta estava completamente em desconformidade com a legislação.
O responsável pela madeireira que enviou a carga deverá responder pelo artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais - que submete a pena de seis meses a um ano de detenção quem transporta de madeira sem a licença - além de pagar multa, que pelo total da carga, deve somar em torno de R$ 32 mil.
Madeireiras
A operação “Amigos da Amazônia” teve início anteontem, com a fiscalização de madeireiras. De acordo com o capitão Marcelo, em Lins foram verificados três estabelecimentos e em Bauru, dois. Apenas uma madeireira apresentou irregularidades. Uma empresa de Bauru não conseguiu comprovar a origem de parte de seu material e teve o produto apreendido.