Tribuna do Leitor

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Lixo no jardim da nova praça da Câmara Municipal

Eu não acredito. Mesmo com lixeiras, o povo bauruense tem jogado lixo no jardim da praça da câmara municipal... O que significa isso? Falta de educação! Todo mundo tem mania de reclamar e colocar a culpa nos políticos - ou em alguém -, mas ninguém assume que a educação vem de casa e que jogar lixo nas ruas é culpa de quem jogou, é culpa do povo. Depois vêm as conseqüências - enchentes, dengue, poluição...

Tudo bem que a nossa prefeitura deveria incentivar campanhas a favor da limpeza na cidade, mas nós deveríamos pensar melhor, conservar e evitar jogar lixo na rua. Não tem desculpa da lixeira estar longe ou não ter lixeira, sempre se acha uma - ou num bar, ou na esquina, qualquer lugar tem uma! Não custa nada procurar uma lixeira mais próxima! Vamos educar nossas crianças, jovens, adultos e idosos para esse tema. Educação é o que precisa em todas as idades! Eu imploro! Vamos cuidar do nosso lugar! Da nossa natureza! Do nosso ambiente! (Luciana Pola Silva)

Vida sem sentido

Vivemos pensando em como mudar o mundo, como acabar com as iniqüidades e as chagas nele existentes. Uma tolice de nossa parte, já que lutar sozinho e sem armas não surte efeito algum. Somos vítimas do ilusório poder de expressão que a Constituição nos cede. Ilusório, sim, pois nosso único sentido de vida é pensar nas soluções para os contratempos mundanos. Que sentido teria a vida caso o mundo não necessitasse de mudanças? Seríamos retóricos ao dizermos que a vida seria melhor. Pelo simples fato dessa ser a essência de nossas vidas. Um mundo melhor. Como seria um mundo sem inquietudes e contratempos? Qual seria a nossa preocupação?

Hoje trabalhamos, estudamos, fazemos de tudo para melhorar o mundo, esse é o nosso deleite. Estaríamos estagnados com o mundo perfeito, não teríamos um motivo geral para lutarmos. O sentido da vida acabaria junto com os contratempos. Com o seu fim, qual o motivo de ficarmos vivos? Apenas ficaríamos serpentiando pela vida e morreríamos com nossos próprios venenos ofídios. (Lilian da Silva Lopes, estudante)

O valor de uma vida

A vida de uma pessoa vale mais que de outra? A resposta é não. A vida de uma classe social vale mais do que as outras. Temos que tomar cuidado com os inquisidores paladinos da verdade. Assim como a menina rica que foi atirada brutalmente do prédio, dezenas de crianças por esse Brasil afora são aliciadas pelo crime organizado, sofrendo brutalidades ainda maiores.

Com certeza, se houvesse uma manifestação para cada criança que sofre um abuso, uma humilhação ou uma morte brutal, seja pelo mosquito palha ou pelo seus genitores, não teríamos mais aqueles meninos que hoje pedem moedas, amanhã seu relógio, depois sua vida. E a pergunta será feita mais uma vez: será que a vida de uma pessoa vale mais que a de outra? E a resposta tem que ser não, porque protestaremos contra todas as mortes e atitudes brutais que uma criança venha sofrer.

Como em todos os casos que a população repudia, esse será mais um caso resolvido enquanto outros milhares são apenas arquivados diariamente. (Edilson Rodrigo Marciano)

RESPONSABILIDADE SOCIAL E EXERCÍCIO PLENO DE CIDADANIA

Precisamos atender mais a este clamor da sociedade e empunhar esta bandeira, acreditar em diferentes possibilidades, implantar e nos valer de uma maneira diferente de fazer Justiça: mediação e arbitragem. É também nossa a responsabilidade social de legitimar os procedimentos da lei que nos possibilita dirimir conflitos sem a interferência do Estado.

É preciso que tenhamos a ousadia de fazer diferente, acreditar. Ou acompanhamos a modernidade do mundo dos negócios ou estaremos fadados a nos tornarmos eternos críticos do sistema vigente. Só adotando novas posturas teremos novos resultados, e com certeza muito mais gratificantes. Temos o respaldo legal, cabe somente a nós a decisão de fazer a adequação de nossos procedimentos. Diz a Lei 9.307/96 de 23 de setembro de 1996:

“Artigo 1º. - As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis.” Estamos diante da possibilidade legal de assumirmos a decisão de fazer valer essa lei, disponibilizando e nos valendo de meios extrajudiciais que preservem as normas técnicas, as relações comerciais e, sobretudo, a ética, proporcionando a solução pacífica de conflitos e deliberando com celeridade nossos anseios de Justiça. (Kathye Karg, Comissão de Responsabilidade Social do Terceiro Setor da OAB/SP - Bauru)

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