Tribuna do Leitor

Tribuna do Leitor


| Tempo de leitura: 18 min

PIRATININGA: PARABÉNS A VOCÊ!

Se é raro alguém completar 113 anos de vida, maior milagre é uma pequena, acolhedora, simpática e agradável cidade, comemorar 113 anos de existência. A nossa cidade completa, neste ano de 2008, aos 18 de maio, apagando as 113 velinhas do seu aniversário. Por isso merece o nosso caloroso “parabéns a você”!

Só Deus poderá calcular o valor de tantos esforços dispensados na colaboração para a grandeza desta cidade: povo, prefeito, assessores, vereadores, Judiciário, eclesiásticos, etc...

Deus é o único que pode medir os frutos de evangelização que Piratininga tem produzido durante esses 113 anos de vida. Todos os que se empenharam e continuam se empenhando nessa missão, ou seja, de zelar, dirigir, executar, engrandecer o bom nome desta cidade, merecem agradecimentos, respeito e parabéns! Se Piratininga está aniversariando, com plena saúde e juventude, é porque o Sagrado Coração de Jesus inspirou a todos vocês na bela tarefa de difundir o seu reinado por meio desta sempre humilde e altaneira cidade para centenas de milhares de brasileiros.

Como jornalista, escritor e poeta, minha palavra de profunda gratidão a todos vocês, colegas de trabalho e moradores por terem me recebido de braços abertos. Sou com muito orgulho um piratiningano!... “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, transformando nossas tarefas em ofertório...

E quem nos agradece, com palavras de vida eterna, é o próprio Cristo, enquanto os anjos do céu estão cantando “parabéns a você” pelos 113 anos de vida!

E para finalizar, acrescentamos: há uma tarefa sagrada que nós temos que fazer com grande alegria e incansável perseverança ao longo da caminhada: plantar a flor da esperança nos sulcos do dia a dia... (João Álvares - delegado regional da Associação Paulista de Imprensa - reg. n.º 2069)

EU TAMBÉM ESTIVE LÁ...

Senac... 60 anos de atividades... quantas saudades...saudades de uma parte de minha vida em que estive estudando no Senac, desde o Curso preparatório, em 1962, até o Curso Técnico de Contabilidade, em 1969.

Quantas saudades dos professores: Lister Cazelato Zani, Kunio Matsumoto, Bauer, Terezinha Brizolla, Olívio, Albino Tâmbara Netto, Lucy Crivelli, Olga Daré, Roberto Purini (a quem devo minha iniciação na Rádio Terra Branca, como locutor), Walter Minicutti e sua esposa Ruth, Pedro Grava Zanotelli, Claudinei Tonetto, Íris Dotta, João Francisco Tidei de Lima, Ricieri Trevisan, Antonio Pinheiro, Altamiro de Paula Antunes, Mariliza Geometti, Maria Augusta, Jacy Vilaça, Edson, Bonetti, José Roberto Moraes, professor de Educação Física que me convocou para as Olimpíadas do Senac, que todos os anos eram desenvolvidas em alguma cidade onde houvesse a escola, na parte esportiva e cultural, professor formador do caráter dos jovens, que às 6hs da manhã iniciávamos suas aulas sempre falando sobre o Brasil e suas grandezas. Além da aula de Educação Física, ministrava aula sobre direitos e deveres do cidadão. Almeida, professor também de educação física, que iniciou a ginástica artística no Senac, quando nem se falava no assunto, e tantos outros, sob a direção eficiente do professor Darwin Jesus Bordin, e na secretaria Muthi Maeda, Luis Carlos Wenceslau, Cacilda, Arione, Waldomiro, que eram o braço direito da direção, todos eles lembrados e homenageados nestes 60 anos, pois fizeram parte da formação do meu caráter, da minha cultura e do conhecimento que até hoje desenvolvo.

Quantos dos nossos homens de hoje que exercem funções diversas na cidade não sentaram nos bancos escolares do Senac, Roberto Rufino (colunista do JC), Isaias Daibem (ex-vereador, secretário da Educação), Paulo Neves (professor e diretor de teatro), Francisco Giglioti (professor-doutor chefe do Deptº de estágio da Faculdade de Administração ITE), Mario Bulgarelli (prefeito de Marília), Mauro De Martino, que foi aluno e professor hoje presidente da Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo, Robertão (ex- gerente do Banespa Bauru) e tantos outros que tiveram seu início de vida dentro do Senac.

Minha mãe, professora Celina Lourdes Alves Neves, trabalhou por mais de 25 anos, na área de Datilografia, e desde o seu início ainda na rua 1º de Agosto, esquina com a Rua Gustavo Maciel, cuja direção era exercida pelo professor Benedito Moreira Pinto, sendo substituído depois pelo professor Sebastião Rodrigues de Castro, onde era a Escola Senac. Procurou até o final de sua aposentadoria desenvolver não só o ensino da Datilografia, como fazia questão de apresentar seu teatrinho, na festa das mães, dos pais, comemorações da Semana da Pátria, enfim, dava a sua parcela de contribuição muito mais do que simples professora. Foi convidada pelo professor Darwin Jesus Bordin a ministrar uma curso de estenografia em Ilha Solteira, para os funcionários da Cesp que lá residiam, o que ela o fez com muito sucesso.

Quando o novo prédio do Senac/Sesc ficou pronto, na Avenida Nações Unidas, foi um marco na história de Bauru, pois o Senac cuidava da formação profissional e o Sesc, que ocupava o mesmo prédio a parte social do comerciário, e pela sua imponência até hoje destaca-se como uma das obras de arquitetura da cidade.

Senac, 60 anos, quantas saudades. O uniforme: calça azul marinho, camisa branca com o bolso bordado em azul as letras Senac, sapato preto, meias pretas. Quanta impotência. Lá estudei, me formei, e tive grandes amigos que até hoje estão na minha memória: Homero Florenzano, Zé Maria, Wenceslau, Genésio, Maria Aparecida e Luís Moschin, Cláudio Noburu Shima, Lucy, Brás Firmino, Cleide Sartori Buzalaff, Mario Bulgarelli, Guido Moraes Alves, Borges, Francisco Giglioti, Haroldo, Eliseu Caires, Eliezer, Elizabeth Caires, Mauro Soares de Oliveira, Claudio Sacomandi, Luís Carlos Gimenez, Roberto, Enéas Montanha, Amauri Kawagushi, Haroldo e Sandra, Kengi, Jairo, Cláudio Pieroni, Jair, e tantos outros que homenageio aqui através desta.

E tenho certeza de que lá de cima, minha mãe, professor Darwin, Guido, Albino estarão vibrando com os 60 anos dessa escola tão querida e que tantos jovens encaminhou para a vida, sabendo que ser senacqueano era ser diferente dos outros. Parabéns Senac, pelos seus 60 anos de existência! (Carlos Alberto Alves Neves - professor universitário - RG 4.513.066)

CRISE DE VALORES

Quando você quer construir uma casa, primeiro estabelece um alicerce. Ninguém o vê. Mas se uma casa não tem alicerces, é fácil desmoronar. Depois de estabelecido o alicerce, outras coisas também são colocadas, mas que igualmente não podem ser vistas. Instalações elétricas, hidráulicas, são extremamente importantes - mas estão ocultas, não aparecem.

Há duas dimensões na vida de qualquer pessoa: a visível e a invisível. Como numa construção, há o aparente e o que está na estrutura e que não se pode ver. Os Valores de uma pessoa são a parte invisível, as raízes, o alicerce. Raízes sadias proporcionarão frutos sadios. Mas... o que são valores? São Prioridades internas expressas em atitudes externas. As pessoas fazem o que valorizam.

Como podemos visualizar isso no dia a dia? Numa forma geral de observação podemos dizer que a cultura de impunidade em que vivemos é um reflexo direto da crise de valores do nosso tempo. Por que existem regras, leis, normas? Para suprir a falta de valores. O Código Penal estabelece a punição pesada para o delito de homicídio justamente porque a “Vida Humana” tem deixado de ser um valor natural. Assim, se faz necessário uma lei, pois caso contrário – caso homicídio deixasse de ser catalogado como crime – muito mais mortes aconteceriam. Mas, ao mesmo tempo, a certeza de que muito poucos serão punidos (cultura da impunidade) faz com que a lei seja desprezada e tais crimes continuem a acontecer.

Veja o caso do Código de Trânsito. Muito embora considere que os chamados “azuizinhos” possam ter um preparo irrisório perto do que o Policial Militar recebe, o fato é que tornam-se necessários não propriamente porque a Emdurb queira arrecadar mais (embora essa possa ser uma motivação da autarquia) - tornam-se necessários para coibir a transgressão reincidente das normas de trânsito. Se há normas de trânsito é porque nossos valores têm falhado.

Se punições são estabelecidas é porque os valores foram perdidos, a ponto de não sermos capazes de sequer respeitar as normas. Sabemos que num cruzamento, um dos lados terá que ceder para que o outro passe. Mas os valores “educação”, “gentileza”, “cortesia” têm sido perdidos. Faz-se então necessário a regra da placa “Pare”. Mas como a cultura da impunidade reina, faz-se necessário a aplicação da multa ao infrator da regra. Como uma parcela do povo perdeu seus valores, necessário se faz marcação cerrada e punição pesada.

Outro ponto a considerar é o político administrativo. Por que os administradores públicos hoje se esforçam por manter as contas em ordem e não deixarem os chamados “restos a pagar” para a administração seguinte? A resposta óbvia está na Lei de Responsabilidade Fiscal, que foi criada pela falta de valores de nossos políticos. Hoje eles se preocupam em conter os gastos, principalmente no último ano de governo não porque considerem que isso seja o correto, mas porque há uma regra, uma norma, uma lei, uma punição. Que aconteceria se essa norma legal fosse revogada? Nessa história de política vemos verdadeiras aberrações, resultado da falta de valores e, em muitos casos, pela impossibilidade de se criar regras para punir os infratores.

Nesse contexto cito aqueles líderes que “vendem” o rebanho, “negociam” os fiéis, oferecendo os votos da comunidade que lidera em troca de alguns tijolos, telhas, tintas ou qualquer outro benefício material ou de influência política. E o que dizer dos políticos que compram esses votos. Na verdade não deveriam ser criadas regras ou leis para puni-los. Só isso não seria o bastante, já que a falta de valores levaria tais pessoas a buscarem formas de burlarem os preceitos legais criados. Seria preciso ressuscitar valores que morreram e deixaram de fazer parte da vida de tais pessoas.

A degradação da sociedade está cada vez mais evidente. Insegurança, corrupção, deterioração moral. Onde está a solução? Não está na educação em si. Nem em leis mais duras. Nem mesmo em um regime político mais voltado para o social. Está no resgate de valores relacionais, tais como “família”, “casamento”, “relacionamentos conjugais”, “amizade”, “companheirismo” ou, quem sabe, o “romantismo” que leva o homem a procurar a futura esposa (ou a mulher a procurar seu futuro esposo), não movido somente pela intenção de encontrar alguém que o faça feliz – mas buscando alguém a quem possa completar, a quem possa fazer feliz.

A marca aparente da ausência de valores é o egoísmo que faz com que pessoas busquem interesses que lhes tragam satisfação pessoal sem levar em conta valores como “o outro”, a “vida”, a “amizade”, etc. Muitos chegam ao casamento já pensando em quando será o divórcio. Aliás, a lei do divórcio só veio para regular a cada vez mais rápida e intensa separação de casais. Não seria necessário essa lei se valores como “aliança” e “fidelidade” fossem mantidos nos relacionamentos conjugais.

Enfim, muitos seriam os exemplos. Mas se o leitor deseja identificar se seus valores estão sendo perdidos, veja a forma e o porquê você observa ou deixa de observar regras. Se o valor “amor ao próximo” ou “amar ao próximo como a si mesmo” tem sido a tônica de sua vida, certamente que observar normas que protegem o bem estar de outros não será problema E não terá medo de punições. Pelo contrário. Você observaria mesmo se as normas não existissem. O que você faz será sempre resultado de seus valores – seus frutos serão sempre o resultado da sua raiz. Se algum dia for multado porque passou o sinal vermelho, voltará ao guarda e dirá “pode multar – eu errei e mereço ser punido, pois coloquei em risco a vida de outros”. Utópico? Não! Eu mesmo já fiz isso duas vezes.

Vivemos um tempo de crise de valores. E se você está se perguntando como resolver algo tão profundo, tão enraizado, posso dar uma dica: volte-se para Jesus. Observe a Bíblia. Olhe para o Sermão da Montanha e veja o quanto ali está explicitado da necessidade de revermos valores e realinharmos nosso comportamento. Isso fará que o bem do outro, o bem comum, seja a tônica dos relacionamentos. O afastamento cada vez maior do homem de Deus tem-no afastado dos valores morais e espirituais essenciais para que sua vida se torne bênção para outros. (Edson Valentim - pastor da Igreja Batista Bereana e presidente do Conselho de Pastores Evangélicos - RG 1.259.886/SSP-MG)

O HELENO ESTÁ CERTO!

Recentemente vieram à mídia declarações de alerta do general de divisão Augusto Heleno Pereira (comandante militar da Amazônia), que sugeriu que seja repensada a demarcação de terras na reserva indígena em Roraima (conforme alguns vídeos no “you-tube”).

O índio, como primeiro habitante de nosso país, merece toda nossa atenção e respeito; na verdade, o problema não é o índio, e sim os “visitantes” do índio, de outras etnias, e até mesmo outras nacionalidades, ONGs estrangeiras, que cobiçam desesperadamente o solo e subsolo brasileiro. Uma imensurável variedade de riquezas; a estrela amarela na bandeira de Roraima representa ouro, muito ouro, diamantes também em abundância. Segundo a teoria da Deriva dos Continentes, quando há 200 milhões de anos havia um só continente, o Pangeia; e se observarmos no mapa a costa leste do Brasil, veremos que se encaixa virtualmente na costa oeste da África, exatamente na região de Serra Leoa, aonde se encontram os melhores diamantes do mundo; que é, portanto, a mesma região geológica de Roraima, exatamente onde fica a reserva indígena “Raposa Serra do Sol”.

Mas não pára aí..., até mais importante que o ouro e os diamantes é a maior jazida de nióbio do mundo, que é um metal biocompatível, com características físico-químicas excepcionais, é semelhante à platina e o titânio e usado para todos processos nucleares, turbinas de jato, sendo que em baixa temperatura é um super-condutor usado em trem-bala e prótese humana de última geração, etc. Os EUA, Europa, Japão, são totalmente dependentes do nióbio do Brasil, que produz 90% de todo nióbio do mundo. Estas fantásticas riquezas são trocadas por espelhinhos, ou colarzinhos de índio, ou quando muito por um papel pintado, desvalorizado no mundo inteiro, chamado dólar.

Certamente, se tudo que saísse de nosso país fosse contabilizado, talvez a classe média não estaria pagando pesados impostos, hoje em dia. Podemos ter opiniões, idéias e posicionamentos políticos diferentes, mas a soberania de nossas fronteiras, é um bem público inegociável de todos nós, brasileiros. O general Heleno está na selva e sabe o que está dizendo; com uma extensa folha de serviços prestados, inclusive comandou as tropas de paz da ONU em Haiti, é um verdadeiro patriota, fiel aos seus princípios, e de grande confiança da nação brasileira!... Acorda Brasil! (Ramón T. Yagüe - RG 5.526.285)

UMA ROSA NO MEU JARDIM

Moro na periferia de Bauru, abandonada pelas últimas administrações, chegando a ponto do atual prefeito fechar as Regionais que eram o único local onde podíamos reclamar dos buracos, mato e pelo menos tínhamos para quem reclamar. Fecharam o pronto-socorro do bairro para “reforma” e a obra está abandonada e o povo que se vire no pronto-socorro central com horas de filas e falta de remédios. O rico tem plano de saúde e o pobre que se dane! Talvez uma Rosa no meu jardim transmita a confiança na administração municipal e mude o perfume podre que hoje sai da prefeitura.

A Rosa terá espinhos, pois não será fácil consertar a prefeitura, o DAE, a Emdurb e a Cohab. Eu prefiro e é mais fácil sentir o perfume da Rosa perto do povo do que o cheiro de caviar dos ricos que eu e o povão nunca sequer cheiraremos, quanto mais comeremos! (Dirceu Ruiz - RG 12.328.378)

INDULTOS

Toda época festiva é a mesma coisa, notícias nos chegam sobre indulto de presos em datas comemorativas para visitas a familiares e todo ano a coisa se repete, vários deles são presos assaltando, estuprando, tentando entrar com drogas e celulares no retorno às cadeias e muitos deles, 5% em média, não retornando. Ficam alardeando que esse percentual é mínimo, mas se 5.000 são soltos, 250 criminosos estão livres para aterrorizar famílias. Nada contra aqueles que utilizam bem o benefício, mas sabemos pelo histórico que uma parte deles usa e abusa dessa liberdade para cometer crimes. Não podemos generalizar nunca, mas sem trocadilhos “os bons sempre pagaram pelos pecadores”.

Agora querem implantar a tal de “coleira”, que poderá rastrear os beneficiados tentando descobrir onde passam seus momentos de “liberdade provisória”, não sei se vai dar certo, mas a solução na minha opinião também não é essa, o percentual de retorno continuaria o mesmo. O ideal seria que cumprissem as suas penas sem sair das cadeias, como ocorre em outros países. Se cometeram delitos, têm que pagar por isso para poder se reintegrar à sociedade com o “dever cumprido”.

Dizem que criticar é fácil e que devemos sempre apresentar propostas de melhoria, então apresento a minha. Não seria mais fácil, barato e geraria menos ônus à sociedade se em determinadas e limitadas datas o Estado arcasse com as despesas de locomoção de mães, pais e filhos para visitar os parentes presos? Nas demais visitas as despesas correriam por contas dos próprios familiares. Com a palavra nossas autoridades penitenciárias. (Roberto “General” Macedo - RG 5.646.390)

NOTA 10

Se todo ser humano fizesse sua parte, com certeza teríamos um mundo humanamente melhor... É com grande satisfação, orgulho e gratificação que venho por esta coluna externar meus sinceros agradecimentos a uma dupla que, ao pé da letra, demonstrou espírito de iniciativa, altruísmo e amor ao próximo. Estou falando de Roberval Guerra Pereira e Patrícia Neves Andrade, casal este que, com garra, ajudou e colaborou para que o Projeto Criança Cidadã, realizado para crianças carentes de 7 a 13 anos, na EMEF Thereza Tarzia, do Núcleo Bauru 2000, se tornasse realidade e fosse desenvolvido com esmero e responsabilidade social, tanto na parte da aquisição de lanches para as crianças, organização de passeios, treinamento, orientações e doações. O casal não mediu esforços para que o programa continuasse em prática e a comunidade local foi beneficiada com tal iniciativa.

Depois que o nosso Pai Celestial levou para junto dele nosso saudoso soldado PM Roberval, que também tinha esse compromisso de amor ao próximo com o projeto, o casal superou as expectativas, ocupando um espaço que talvez não conseguíssemos sozinhos preencher.

Quero tornar público o exemplo do Roberval e da Patrícia e que suas atividades se tornem exemplo para todo e qualquer ser humano que queira demonstrar atitudes de amor e altruísmo ao próximo. (Paulo Antonio Fabri - coordenador do Projeto Criança Cidadã)

Os filhos de “papais”...

Há tempos venho observando as contradições presentes em alguns pais... Trabalho com educação há 22 anos, e acho que posso falar sobre este assunto. De uns anos pra cá, as famílias têm “acobertado” os erros de seus filhos, como quem acoberta os seus próprios. É preciso achar um culpado para atos maldosos e fora de propósitos, e não raro a “culpa” recai sobre os professores, ou sobre quem estiver mais próximo. Semana passada, ouvi de uma mãe que foi chamada para um papinho: - Meu filho me conta tudo o que acontece aqui na escola, conta que os amiguinhos batem nele, e o que vocês professoras dizem, ele conta realmente tudo.

Eu respondi: Pois é mãe, acontece que ele também conta tudo o que acontece em casa, na sua casa! A senhora empalideceu... Eu continuei: - Esta semana ele nos contou, como a senhora resolveu uma questão com o filho mais velho, enfiando a cabeça do menino na privada! Não preciso nem contar com que cara ela ficou... Não importa o nível cultural, nem social, o que venho notando é que valores como assumir o próprio erro, ficou no passado.

Os pais vêm encobrindo e pior, vêm ensinando os filhos a burlar a verdade. Antigamente, quando um filho chegava em casa e mostrava um bilhete da professora, recebia advertência em consonância com a escola. Agora o que se houve é: - Vou lá tirar isso a limpo com a “louca” da sua professora! Ela terá o que merece! E eu pergunto: - Como afinal isso vai acabar? Quando a humildade de se reconhecer um erro, retroceder, pedir desculpas, pedir ajuda para se endireitar, reerguer e se tornar “gente” de verdade vai prevalecer? A resposta é simples... Quando os pais servirem de exemploaos filhos.

Simmmmmmmmmmmmm, atenção: filhos aprendem com exemplos mais que com palavras! Quando os pais através de atos, se auto condenarem por seus erros, assumirem suas culpas, quando condenarem os atos errados de seus filhos, e os fizerem também assumir suas culpas. Senhores pais, ouçam o apelo de quem vive para educar: Proteger seus filhos, não é isentá-los de culpa!

Proteger é fazê-los saber que humanos erram, e que acertam, toda vez que assumem seus erros com todas as suas conseqüências....

Isabella estaria viva se o senhor tivesse ensinado seu filho que de nada adianta tentar encobrir um erro e tentá-lo jogar em cima de outrem, muito menos pela janela... (Airton Brumatti - RG 8.139.172)

Comentários

Comentários