No Dia Nacional de Combate à Cegueira pelo Glaucoma, 26 de maio, o Hospital Estadual (HE) de Bauru “Arnaldo Prado Curvêllo” promove a palestra “Glaucoma: Tire suas dúvidas”. O evento será às 20h, no auditório da instituição, e faz parte da campanha nacional de conscientização sobre a doença que atinge 65 milhões de pessoas em todo o mundo.
Todos os profissionais de saúde e demais interessados de Bauru e região podem participar. A atividade é gratuita mas é necessário fazer inscrição. Basta entrar em contato com o Centro de Estudos e Pesquisas do Hospital Estadual pelo telefone (14) 3103-7777, ramal 3366, e fazer a reserva.
De acordo com Mariluci Tosi, médica oftalmologista do Hospital Estadual Bauru, profissionais da saúde e população devem ficar atentos porque a detecção dos sintomas, em muitos casos, é complicada. “Existem vários tipos de glaucoma como o congênito (má-formação em recém-nascidos), juvenil (ocorre por volta dos 20 anos), cortisônico (ocorre pelo uso de corticóides), o pós-cirúrgico e o primário de ângulo aberto, que é o mais comum”.
Segundo a especialista, o glaucoma primário de ângulo aberto não apresenta alteração anatômica, mas, na maioria dos casos o paciente sofre, sem perceber, de uma pressão alta intra-ocular, fator que danifica gradativamente o nervo óptico e ocasiona perda da visão periférica. A pessoa tem a impressão de enxergar tudo através de um túnel, que fica cada vez mais estreito, até a perda total da visão, caso o tratamento não seja iniciado.
Tosi explica que algumas pessoas estão mais susceptíveis à doença, que pode acarretar um quadro de cegueira irreversível. Quem possui familiares com glaucoma, pressão intra-ocular elevada, mais de 40 anos de idade, ou é diabético, descende de africano, míope, portador de lesão ocular ou usuário de esteróides, deve procurar um especialista ou um posto de saúde para uma avaliação mais precisa.
A forma mais comum de tratamento da doença são os colírios que baixam a pressão intra-ocular. Existem várias classes do medicamento cuja utilização varia de acordo com o estágio da doença. Apesar de não ter cura, é possível conter o avanço do glaucoma com diagnóstico precoce e tratamento contínuo.
Segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), a doença é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal causa de cegueira irreversível e atinge cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo – cerca de 3 milhões só nos Estados Unidos. No Brasil, além dos 900 mil portadores, estima-se que existam outras 900 mil pessoas ainda sem diagnóstico.