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Emprego: é possível ampliar chances

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Construir a empregabilidade, ou seja, as condições que tornam um sujeito apto a conquistar e manter um emprego, começa nos bancos escolares, se estende às atividades extracurriculares e é sentenciada durante a entrevista e formalizada no período de experiência, afirmam especialistas em gerenciamento de pessoas.

Por isso, desde a escolha certa do curso que se vai fazer na faculdade até a entrega do currículo, tudo tem de ser cuidadosamente planejado para que o sucesso profissional vire uma realidade e não uma meta jamais alcançada, transformando-se numa fonte de frustração com reflexos na vida pessoal.

Depois disso, sentar-se na frente de um entrevistador para falar de você e suas qualidades profissionais é, talvez, o momento mais decisivo dentro do processo para a conquista de um emprego. É nessa hora que o candidato tem a chance de mostrar porque ele é importante para a empresa. Para que essa chance não seja desperdiçada, é preciso ficar atento a alguns cuidados.

Para o coordenador do curso de gestão em recursos humanos das Faculdades Integradas de Bauru (FIB), Carlos Henrique Carobino, uma pessoa torna-se empregável a partir do momento que enxerga o mercado de trabalho de frente, encarando-o como um grande desafio.

Segundo ele, o nível de competitividade no mercado é alto, por isso é indispensável oferecer algum diferencial. “A pessoa tem de estar disposta a elevar seu conhecimento diariamente, buscando novas competências pessoais, com atitude, disciplina e foco em resultados permanentes”, orienta.

Por conta dessa tal competitividade, ele diz que ter um curso superior está valendo cada vez menos como um diferencial. “É preciso buscar de imediato uma pós-graduação na área que tenha mercado e que se aproxima daquilo que, efetivamente, a pessoa gosta de fazer. Somente assim ela poderá se diferenciar”, comenta.

Uma vez escolhido o curso é importante encará-lo com seriedade. Cada aula, cada avaliação devem ser vistas como um passo a mais em seu aprimoramento profissional. Para Carobino, o aluno deve encarar a faculdade como um primeiro passo para ele se diferenciar no mercado.

Outros passos devem ser dados com os cursos extracurriculares, que têm como finalidade suprir possíveis deficiências dos conteúdos oferecidos nos cursos superiores. Na opinião dele, fazer um curso de idiomas é essencial em qualquer área, assim como os cursos de especialização. “O primeiro quesito analisado, além da formação acadêmica, é o conhecimento de línguas”, afirma.

Indicar interesse por assuntos gerais também pode fazer diferença. “É uma demonstração de que você está conectado no mundo em que vivemos e isso é visto com bons olhos pela maioria das empresas”, ressalta.

Numa entrevista, mostrar que conhece história, geografia e política pode ser um bom diferencial para o candidato, segundo Carobino.

Na opinião da consultora de recursos humanos Daniela Gibin Duarte, da RH Assessoria, de todas as etapas de seleção, a entrevista é a que fornece mais informações sobre o candidato. Portanto, torna-se a fase mais importante do processo. “Para o candidato ser chamado para uma entrevista, ele já foi aprovado na triagem inicial. Isso revela que a empresa está interessada nele”, diz.

Segundo Daniela, a entrevista é a oportunidade que o candidato tem de mostrar suas qualidades, sua personalidade e potencial para a vaga pretendida. Um detalhe importante, que deve ser observado na busca pelo emprego, é a imagem do candidato. Além de se mostrar limpo e discreto, o candidato tem de apresentar uma imagem coerente e alinhada com a cultura da empresa em que pretende trabalhar. “Normalmente, as empresas tendem a ser mais conservadoras, preferindo discrição e moderação, com exceção das áreas consideradas excêntricas, como publicidade, marketing e informática”, pondera Daniela.

De acordo com ela, os gestos, as roupas, a pontualidade, a auto-estima, a inteligência, a disposição e muitos outros fatores são observados e levados em consideração pelo entrevistador. Daniela lembra que raramente a reprovação do candidato se dá durante o período de experiência, quando ele já passou pela entrevista.

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