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Assassinato de delegado foi planejado

Folhapress
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Rio - A Polícia Civil já identificou o proprietário do carro usado pelo assassino do delegado Alcides Iantorno de Jesus, morto anteontem com um tiro na nuca, e constatou que o veículo, dias antes do crime, circulou pelo bairro do Recreio dos Bandeirantes, onde morava o policial, tendo sido multado algumas vezes. Os investigadores, porém, não revelam seu nome, para não atrapalhar as investigações.

Para um delegado que acompanha o caso, a presença prévia do veículo na área onde o assassinato seria cometido mostra que o homicídio foi cuidadosamente planejado: o executor, um profissional, teria estudado os hábitos da vítima e os possíveis percursos a seguir. A Polícia considera que Iantorno, de 66 anos, pode ter sido morto por ter investigado uma milícia (grupo de policiais que vende proteção) ou por ter fechado um bingo.

Os investigadores também resistem a divulgar imagens do assassino, feitas por câmeras de segurança do Supermercado Zona Sul, onde o crime aconteceu. Avaliam que o atirador poderá ser morto por quem o contratou, como “queima de arquivo”. Alguns policiais, inclusive, acham que ele pode já ter sido assassinado.

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