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Paintball é adrenalina em ‘batalha’

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O cenário é de guerra. Barricadas, armas, coletes, capacete e muitos tiros. Mas a munição é de brincadeira. Ao invés de chumbo, tinta à base de água. Quem é atingido fica com a roupa manchada e está eliminado do jogo. Para uns, o paintball pode ser um treinamento de combate. Para outros, uma diversão cheia de adrenalina.

A regra básica é não ser atingido e, ao mesmo tempo, tentar atingir os “inimigos”. Vence a equipe que eliminar todos os adversários. Cada lado da trincheira não pode ter mais do que cinco participantes. E todos têm de estar equipados com capacetes e coletes.

Além do equipamento de proteção, cada combatente recebe um marcador (arma), munição, cilindro de gás carbônico para dar pressão aos disparos e um loader (espécie de carregador, onde se depositam as balas de tintas).

A equipe com a melhor estratégia de combate, geralmente, vence a “batalha”. “Tem gente que chega e em cinco minutos já gastou toda a munição”, conta Alexandre Acir, 29 anos, sócio-proprietário da Combat Zone, campo de paintball inaugurado recentemente em Bauru. Segundo ele, a empolgação tem de dar lugar à tática. E uma das preocupações é não ser pego pelas costas.

Se as balas acabarem muito cedo, o combatente vira um alvo fácil de ser atingido. Quando isso acontece, ele tem de deixar o jogo até que todos de uma equipe sejam eliminados. Segundo Alexandre, dificilmente o jogo acaba por falta de munição de ambos os lados. Mas se isso acontecer vence a equipe de tiver o maior número de combatentes “vivos”.

A recomendação dos organizadores desse tipo de diversão é que os participantes compareçam vestidos com calça jeans ou moletom e camiseta de manga longa. Tudo isso para amortecer o impacto das bolinhas de tintas. Se o tecido for muito fino, com certeza, ficarão marcas na “vítima”.

Segundo Toni Ibanhez, 32 anos, também sócio-proprietário da Combat Zone, a dor é perfeitamente suportável e serve para dar mais emoção ao jogo. “Se não doesse, ninguém ficaria preocupado em se esconder de um disparo. O combate não teria graça”, diz.

O auge do tiroteio, segundo ele, é quando alguém consegue um “headshot”, ou seja, atingir a cabeça de um adversário com um tiro de tinta. Ele lembra que teve gente que caiu de costas por causa do susto que levou ao ser atingido na máscara de proteção. “É uma adrenalina fora do normal”, comenta Alexandre.

É por esse motivo que é expressamente proibido tirar a máscara durante o combate. “Como todo esporte radical, esse também tem seus riscos. Se um disparo atingir o olho pode causar sérios problemas”, alerta ele.

A brincadeira é liberada para todas as pessoas, independentemente de sexo ou idade, desde que tenha 10 anos ou mais, com autorização dos pais ou acompanhados pelos mesmos. Também é um esporte que não exige muito preparo físico, mas gasta bastante energia.

De acordo com Toni, o paintball é procurado por policiais que querem colocar em prática o que sabem na teoria. Como a ordem é atirar só em último caso, muitos passam bastante tempo sem dar um disparo. “Eles também usam o esporte para desestressar”, diz.

• Serviço

O Combat Zone abre aos sábados, das 13h às 18h; domingos e feriados, das 10h às 18h. Outros horários podem ser agendados pelo telefone (14) 9689-0900. O aluguel do equipamento custa R$ 15,00 mais a munição.

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