Bairros

Atitude doméstica

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

Sabe aquela história de que roupa suja se lava em casa? Pois é, a reciclagem também. Pelo menos é o que algumas dona de casa de Bauru aprenderam e tentam repassar aos filhos e vizinhos. Marli Sena e Silva Fernandes, que reside na Vila Industrial, conta que separa o lixo em casa há vários anos.

“Eu deixava o lixo na rua, mas o pessoal que passava com as carroças pegava o que interessava e jogava na rua ou queimava o que não gostava. Então, decidi fazer toda a separação e acertei de sempre ligar para Cooperativa dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis (Cootramat), sempre quando tivesse uma boa quantidade em casa”, conta. Além do resíduos acumulados em sua residência, Fernandes também recolhe os panfletos de propaganda deixados no quintal, plásticos para que o caminhão de coleta possa levar.

Maria das Graças Del Rio, que mora na região central da cidade, também tem a preocupação de separar todo o lixo reciclável para coleta. “Desde que mudei para cá, lutei para conseguir a coleta seletiva na área central”, lembra.

Ela conta que separa de tudo: plástico, caixa tetra pak, vidros, garrafas pet e outros materiais. “Tinha que ter propaganda na TV. Em Franca, onde morava antes de vir para Bauru, isso já acontece há muito tempo. Se a gente não começar a pensar nisso, nosso filhos, nossos netos vão morrer cedo”, pondera.

No Núcleo Gasparini, Neuza Ribeiro Silvério também faz a separação do lixo reciclável. “Eu até lavo as caixinhas, as garrafas, vidros para doar na coleta”, conta. “Eu guardo tudo para eles, mas eles não vêm buscar, o caminhão de coleta está sempre quebrado, eu reclamo, mas de nada adianta”, diz.

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