Israel - Um dia depois de o ministro da Defesa, Ehud Barak, pedir a renúncia do primeiro-ministro Ehud Olmert em razão de suspeitas de corrupção, ontem foi a vez de a vice-premiê e chanceler de Israel, Tzipi Livni, pressionar o chefe de governo.
Diferentemente de Barak, do Partido Trabalhista, Livni é da mesma agremiação de Olmert, o Kadima, e há tempos é tida como sucessora dele à frente da legenda. Segundo ela, o Kadima deve se preparar para todos os cenários, incluindo a realização de primárias e a antecipação das eleições gerais marcadas para 2010.
A declaração foi interpretada como a confirmação de que Livni pretende ser a próxima líder do Kadima e, caso mantida a atual coalizão de governo, futura premiê. “O Kadima precisa tomar decisões. Não se pode ignorar os eventos dos últimos dias”, disse ela.
Considerada a política mais popular do país, Livni teria boas chances de vencer primárias no Kadima. Olmert é acusado de ter recebido doações ilegais de um empresário norte-americano para campanhas eleitorais e gastos pessoais. Em viagem à Dinamarca, o premiê não se pronunciou sobre a rebelião nas fileiras do governo.