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Promotor acusado de assassinato perde recurso e pode ir a júri popular

Folhapress
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São Paulo - Os conselheiros do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) decidiram, em reunião realizada na manhã de ontem, que Thales Ferri Schoedl não pode ser vitaliciado como promotor de Justiça. O placar foi de nove votos a um - outros dois conselheiros defenderam que o julgamento fosse suspenso enquanto não terminar a ação penal.

Com a decisão, Schoedl, que é acusado de ter assassinado o atleta Diego Mendes Modanez, 20 anos, na madrugada do dia 30 de dezembro de 2004, em uma festa no litoral de São Paulo, pode ser levado a júri popular e perde o salário de cerca de R$ 10.800 por mês - esses rendimentos são os do cargo que ele ocupava na época do crime, de promotor substituto de Iguape. Esta era a última instância do Ministério Público capaz de avaliar a vitaliciedade. Se quiser questionar a decisão, agora, Schoedl deverá recorrer ao STF.

Os conselheiros que votaram contra entenderam, em sua maioria, que o processo mostra que Schoedl permaneceu menos de dois anos em pleno exercício de suas funções - prazo mínimo exigido para vitaliciedade - e que sua conduta, na noite do crime, foi incompatível com a importância da posição de integrante do MP.

Os conselheiros contrários ainda ressaltaram o fato de que Schoedl deveria ter trabalhado no dia do crime, 30 de dezembro de 2004, porém deixou o trabalho na Promotoria um dia antes para encontrar a namorada em Bertioga e forjou que estivesse trabalhando: pediu a um oficial que forjasse datas de devolução de inquéritos. Outro fato destacado foi o de que o promotor, no período em que trabalhou, devolveu 71% dos inquéritos policiais recebidos sem qualquer avaliação. alegando excesso de serviço.

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