Tribuna do Leitor

Temos de nos unir e lutar!


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Senhores professores, venho por meio desta para esclarecer assuntos referentes aos dias citados. Eu fiz 30 anos de Estado no dia 16/2/08, como ACT, e assim vou me aposentar. Lembro-me que foram em faltas e licenças de professores efetivos que eu lecionava, pois, se não me falha a memória, professores efetivos não subistituem efetivos, logo eu também tenho função.

E isto não significa que eu não tenha prestado concurso para me efetivar, prestei dois, e nem tão pouco eu não seja qualificada perante a lei para lecionar. Tenho em mãos certificados de aprovação e se ainda me aposento como ACT você pode concluir que eu não fui chamada (como pode acontecer com muitos neste último concurso, com certeza ouvirão: foi caducado).

Mas, como percebo, cada um está se preocupando apenas com suas próprias carências, sendo assim, vai aqui o meu desabafo: nesses 30 anos, meu trabalho foi árduo e assíduo, onde fui funcionária do governo, não quero dizer que não foi válido, pois valeu, valeu pelas crianças, pelos meus esforços, pela minha determinação... valeram e muito, porque profissional sei que sou e que fui. Sei que sou cidadã crítica e participante, pois transformei muitas crianças em cidadãos atuantes e participativos no que diz respeito ao mercado de trabalho, assim interfiro como todos no desenvolvimento do país.

Hoje estou com classe, e é claro que é de algum outro professor sendo este amparado pelo artigo 22, mas nunca pensei que fosse passar por tão depressiva e humilhante situação a qual todos os professores ACTs passaram no início deste ano por causa desta liminar. Há algo de errado, mas... não são os seus direitos, não são os meus direitos, o que será então? Esta liminar foi autorizada por alguém que através da inteligência de algum professor algum dia em sua infância aprendeu a ler e a escrever. Sendo assim, também qualificado ao mercado de trabalho, o qual hoje pode nos ajudar dentro dos direitos que cada um tem.

Mesmo com todo este tempo trabalhado, hove uma interrupção de exercício, congelando minha contagem de tempo e ficando sem vencimento até a nova atribuição e como conseqüência meu salário. Se é dificil viajar com este salário baixo, imagine agora alguém tendo filhos para criar e responsabilidades a serem cumpridas, e não podendo fazê-las porque esta liminar lhes tirou a sala e seu salario. Imagine também ter que pagar e não ter com o que pagar, muitos, sei que até seus imóveis estão para perder, como consequência desta liminar. Você tem seu cargo e seu salário, como você tem bastante. Como eu também. Existe algo de errado, você não acha?

Não estamos aqui para sermos adversários e nem tão pouco para tirarmos nada de ninguém que por lei temos direitos, todos nós, efetivos, estáveis e ACTs.

Temos que nos unir, lutar e renvindicar, porque o problema não é de um só, é de todos nós. Pense nisto!

Najla Varalta

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