Tribuna do Leitor

Contra reação


| Tempo de leitura: 1 min

Vereador que se propõe à submissão do veredicto das urnas eleitorais através do voto na próxima eleição, ombreando-se aos neófitos ou não que certamente transitarão na mesma seara, deve, obrigatoriamente, policiar-se mesmo quando na tribuna, não permitindo se arvorar em dono da verdade.

Queiram ou não os pré-candidatos que inundarão as praças da nossa província dentro de poucas semanas, devem atentar, por bem ou por mal, que a função de vereador é entender a política como ofício a serviço das pessoas, onde o exercício pleno do mandato é sua própria recompensa, como já dizia um ex-candidato a presidente da República desse nosso Brasil varonil.

Divergir desse entendimento deve ser próprio do regime democrático, porém exacerbar-se e ousar-se no direito de ser o dono da verdade é fazer o borzeguim falar mais alto, de forma inconveniente e desrespeitosa, mesmo porque o instituto da anistia ampla, geral e irrestrita não pode ser ignorada, mesmo quando o vereador usa da tribuna, local adequado às suas perorações, e da mesma forma inadequado à situação de sobrepor-se a condição de intolerável. É assim que deve e devemos ser em nossa vida. O resto é picaretagem.

Espelhando-se nos mais tarimbados, certamente os mais jovens e afoitos edis de primeiro mandato poderão refrear seus ímpetos de querer alterar o inalterado.

A palavra do eleitor está em primeiro lugar. Não acreditar nisso sugiro a procura de um analista, já que o caminho que trilhou não levará a porto seguro.

Nicanor Amaro Silva Neto

Comentários

Comentários