Logo depois da criança de 4 meses encontrada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) anteontem à noite vomitando, aos cuidados de uma mulher no Núcleo Beija-Flor, ter sido levada ao Pronto-Atendimento Infantil (PAI), a mãe e a avó dela, que não haviam sido localizadas, apareceram. Ambas disseram que realmente haviam deixado a menina aos cuidados de uma mulher do bairro para trabalharem na venda de cachorro-quente.
Porém, conforme relataram ao Conselho Tutelar, que foi acionado para a proteção da criança, a mulher, que receberia para cuidar da criança, teria envolvido-se numa briga com seu marido. Ao ver a cena de briga, uma outra moradora do bairro decidiu cuidar da criança. Conforme ela relatou na edição de ontem do JC, procurou a avó da menina, mas não a encontrou em casa.
Ao Conselho Tutelar, a avó disse que não estava em casa porque trabalhava no horário em que a mulher a procurou. Diante dos esclarecimentos e da liberação da criança, que apresentava refluxo e não problema grave de saúde, o Conselho Tutelar entregou o bebê à mãe.
O Conselho Tutelar, porém, advertiu a mãe da criança de que ela não pode deixar a filha sob cuidados de pessoas que não tenham condições para desempenhar a tarefa. Os conselheiros vão acompanhar a família.